Suárez foi quem mais brilhou com golo e exibição decisiva para a vitória do leão - Foto: LUSA
Suárez foi quem mais brilhou com golo e exibição decisiva para a vitória do leão - Foto: LUSA

Era dia para ele aparecer e ele apareceu: Suárez agarrou o leão (as notas do Sporting)

Grande exibição do avançado colombiano, abnegado, corajoso, sempre a agarrar a equipa. Com o seu parceiro de sempre, Trincão, a complementar uma exibição que valeu sobretudo por uma segunda parte de nível bem mais elevado
Melhor em campo: Luis Suárez (7)

Figura. Era dia para aqueles que nunca se escondem, que agarram a equipa, que decidem. No fundo era dia para Luis Suárez, melhor marcador do campeonato, o grande reforço da época, o mais inconformado de todos, aquele que nunca baixou a rotação, que conquistou e… converteu o penálti, que ‘expulsou’ Petrasso, massacrado na marcação do argentino. Marcou um, poderia ter feito outros três (44’, 59’ e 63’), esgotou a última gota de suor de uma exibição verdadeiramente decisiva. Saiu esgotado mas com sentimento de dever cumprido. No jogo e numa temporada fantástica para este sul-americano.

Rui Silva (7)
Notável. Aquela defesa a Blesa, em cima do intervalo, a oferecer tranquilidade a um leão que raramente esteve confortável no jogo nos primeiros 45 minutos. O experiente guardião, 32 anos, foi determinante com vários lances e saídas arrojadas, sobretudo na etapa inicial, onde mostrou segurança. 

Eduardo Quaresma (6)
Eficaz. Mais uma exibição a consolidar a posição na direita. Muito atento às subidas de Spikic e Bezerra, sem conceder espaços, determinado nas abordagens. Não teve muita ousadia no apoio ofensivo, mas cumpriu com eficácia na missão defensiva. 

Diomande (6)
Cauteloso. O cartão amarelo, pouco depois da meia hora de jogo (por palavras e que o deixa fora da última jornada), obrigou a uma maior contenção na missão de vigiar as entradas de Tamble e Blesa, mas o costa-marfinense deu-se bem, evitando correr riscos. Exibição positiva.  

Gonçalo Inácio (6)
Consistente. Sentiu algumas dificuldades no início da partida, um período onde houve um pouco de descoordenação, mas foi ganhando confiança e acertando com as marcações de uma linha ofensiva vilacondense com muita mobilidade.   

Maxi Araújo (7)
Regressado. Está de volta o supersónico uruguaio que vinha apresentando alguns sinais de desgaste nos últimos jogos. Sempre vertical, inconformado, subidas constantes, a oferecer o golo a Quenda no último suspiro da partida. 

Morita (5)
Pendular. Em demasia até, pois o Sporting precisava de mais agressividade e condução, algo que o nipónico raramente conseguiu oferecer à equipa. Mais escondido do jogo, pouca bola, sem influência no jogo ofensivo da equipa. Valeu (apenas) o equilíbrio defensivo.

Daniel Bragança (5)
Baixo. O ritmo que impôs na partida, lento nas ações, sobretudo nas manobras ofensivas. Foram mais os duelos que perdeu no miolo do que aqueles que ganhou. Cresceu no jogo na etapa final, com o leão em superioridade númerica, com mais espaço para transportar.

Luís Guilherme (5)
Fatal. A perda de bola, em zona recuada, originou o golo de Bezerra. Tem bons pés, apareceu muitas vezes com espaço pela direita, mas faltou-lhe maior assertividade naquele que era o último passe. Exibição regular, sem brilhantismo.

Trincão (7)
Artista. Daqueles verdadeiros, sem imitações, que perduram no tempo. A forma como trata a bola, serpenteia os adversários com a bola no pé, tudo neste esquerdino é talento inato. Tem dúvidas? Basta recuar ao minuto 66’ e analisar o terceiro golo. É pura magia.   

Pedro Gonçalves (6)
Dedicado. Sempre a procurar estar ligado ao jogo, a ganhar confiança, muito ativo e a dar sinais de um fôlego físico que faltou em outrora. Dois remates (6’ e 56’), boas combinações com Trincão e Suárez, o velho Pedro Gonçalves chegou a tempo para as decisões.

SUPLENTES

Geny Catamo (6)
Desconcertante. Com o moçambicano a equipa ganhou imprevisibilidade. Destemido, a criar desequilíbrios, uma aposta positiva a sair do banco. 

Quenda (6)
Feliz. Voltou a festejar, ele que não marcava desde novembro do ano passado (diante do Club Brugge na Champions). Um golo que premeia a audácia do extremo que ofereceu muita vivacidade nos corredores.

Eduardo Felicíssimo (5)
Estreante. Primeiros minutos na equipa principal esta época. Sem receio, com maturidade, equilibrando o meio-campo.

Kochorashvili (5)
Positivo. Apenas oito minutos, com ações positiva, acabando, de resto, por sofrer entrada dura de Ryan que valeu a expulsão ao vilacondense. 

Nel (-)
Curto. Nos… segundos em que esteve em campo. 

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