Motivação, agenda cheia e posição ingrata: tudo o que disse Ricardo Velho
Ricardo Velho foi o porta-voz do grupo de trabalho no segundo dia do estágio da Seleção Nacional, na Cidade do Futebol, de preparação para o Mundial 2026. Ricardo Velho é um dos quatro guarda-redes chamados por Roberto Martínez.
— Disse que ‘sim’ quando Roberto Martínez falou consigo, o que o levou a dar essa resposta?
— A motivação de representar o nosso país, é um prazer estar aqui. Não há motivação maior. Quero é ajudar a equipa a ganhar e no que for preciso. Vamos fazer um grande Campeonato do Mundo.
— Como se preparou mentalmente para esta situação em que não estará no banco?
— Não há grade preparação. Para mim é um prazer estar aqui seja em que função for. Representar a Seleção num Mundial é um sonho não só meu, de toda a minha família e de todos os portugueses. Estou preparado para ajudar.
— Considera que esta presença no Mundial pode significar uma futura afirmação na Seleção?
— O facto de quererem que esteja aqui é um bom sinal. É trabalhar a cada dia, o futuro logo se vê. O objetivo é estar sempre presente na Seleção. Será sempre um bom indicador.
— Portugal gosta de sair a jogar curto, o que Roberto Martínez vos pede nesse momento do jogo?
— Pede para vermos as melhores soluções. Cada jogo é um jogo. Temos sempre um plano de jogo bem definido. Consoante as nossas decisões é tentar tomar a melhor decisão.
— O que é mais importante que se consiga entre a sobrecarga e a ambição de ganhar o Mundial?
— Acho que podermos ganhar uma competição destas é fantástico. Para representarmos o nosso país, estamos sempre prontos. Vamos todos dar o máximo e vamos estar prontos, certamente para fazer um grande Mundial.
— Nunca se falou tanto de Portugal ganhar o Mundial, é isso que entra nas vossas conversas?
— Vamos lutar sempre pelo melhor, para dar o máximo e ganhar os jogos. É um grupo fantástico, que está unido e coeso. Certamente que vamos fazer um grande Mundial.
— Qual será o seu próximo passo na carreira?
— Estou focado em ajudar a Seleção. Depois do Mundial vai decidir-se essa situação. Vão aparecer coisas boas e a seu tempo vai-se saber.
— Que papel vai ter nos treinos e nos jogos?
— O treino é igual. Estou para ajudar em tudo o que for preciso, tentar fazer o meu melhor e ajudar os meus colegas, seja de campo ou os guarda-redes, ao máximo, sentir-me sempre útil... É isso que as pessoas querem de mim, que ajude e seja participativo. No dia de jogo, vou ajudar da forma que for possível, da bancada, no balneário ou fora. Tudo o que puder ajudar, vou estar pronto para ajudar e apoiar, isso é que é importante.
— Agenda cheia até 19 de julho?
— Espero bem que sim. Espero ficar até dia 19, para trazermos a taça. Depois, vê-se o futuro e tudo o resto. Agora, o importante é focar na seleção e aproveitar ao máximo, tentando ir com tudo para voltarmos só após o dia 19. Que seja um grande Mundial para nós.
— Chamada é bom prenúncio para o futuro?
— Por ter sido chamado em março e até antes, na época passada, já era um sinal de confiança do mister, em como conta comigo. É um sinal de que sente que posso ajudar em algo. Sinto-me muito feliz por isso. Quero ajudar, e o futuro é um dia de cada vez, a ajudar no que for preciso. Quero é estar bem para poder ajudar e estar no lote, para que o mister sinta que posso ajudar.
— Só será opção de outro guarda-redes não estiver, sente que está numa posição ingrata?
— Não é uma posição ingrata, porque estou aqui com muita felicidade e orgulho. Temos três grandes guarda-redes. Comigo, podemos dizer que somos quatro. Espero, muito sinceramente, que eu não vá para o banco por uma lesão ou algo do género. Não acho que seja ingrato. Estou aqui com muito orgulho, estou muito feliz. É uma grande oportunidade para mim e um grande voto de confiança que o mister me proporcionou.