Morreu Silvino

Antigo guarda-redes faleceu aos 67 anos

Faleceu Silvino Louro, figura incontornável do futebol português, aos 67 anos.

Após uma carreira de sucesso entre os postes, Silvino acompanhou José Mourinho durante quase duas décadas como treinador de guarda-redes.

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O antigo atleta não resistiu a uma doença prolongada.

Icónica foto de Silvino nos tempos do Benfica, aqui ao lado dos também falecidos Bento e Neno.
Icónica foto de Silvino nos tempos do Benfica, aqui ao lado dos também falecidos Bento e Neno.

O seu caminho profissional começou no Vitória de Setúbal em 1977, passando pelo Vitória de Guimarães antes de dar o salto para o Benfica na época de 1984-85. Na Luz, apesar de uma fase inicial à sombra do lendário Manuel Bento e de um empréstimo ao Desportivo das Aves, Silvino afirmou-se como uma peça fundamental dos encarnados.

Disputou a titularidade com Neno ao longo de várias temporadas, ajudando o clube a conquistar quatro títulos de campeão nacional e atingindo o topo do futebol europeu ao ser titular nas finais da Taça dos Campeões Europeus de 1988 e 1990, tendo inclusivamente envergado a braçadeira de capitão nesta última, frente ao AC Milan.

Silvino

Após passagens pelo FC Porto e pelo Salgueiros, Silvino retirou-se dos relvados em 2000, com mais de 40 anos e um registo impressionante de 408 jogos na Primeira Liga.

Pela Seleção Nacional, somou 23 internacionalizações ao longo de 14 anos, chegando a igualar o recorde de Vítor Damas como o jogador mais velho a representar as cores de Portugal, aos 38 anos, num jogo frente à Irlanda do Norte em 1997. Esta resiliência física e mental serviu de base para a sua segunda vida no futebol, onde se tornaria o braço-direito de José Mourinho.

Como treinador de guarda-redes, Silvino acompanhou Mourinho numa caminhada triunfal por alguns dos maiores colossos da Europa, incluindo Chelsea, Inter de Milão, Real Madrid e Manchester United. A sua influência foi determinante para que guardiões como Vítor Baía, Petr Čech e Júlio César alcançassem o prémio de melhor guarda-redes da UEFA sob a sua tutela.

Antes de se fixar no topo do futebol de clubes, Silvino serviu ainda a Federação Portuguesa de Futebol entre 2000 e 2002. A sua partida deixa um vazio imenso, mas o seu legado perdura na memória dos adeptos e na excelência dos guarda-redes que ajudou a moldar ao mais alto nível mundial.

À família enlutada, A BOLA endereça as mais sinceras condolências.