Elina Svitolina, tenista ucraniana, e Gael Monfils, de França
Elina Svitolina, tenista ucraniana, e Gael Monfils, de França

Monfils e o impacto da separação: «Como menos e faço tudo pior»

Pedido de divórcio da tenista ucraniana precipitou fim da carreira do francês em alguns meses, porque não conseguia treinar nem jogar

O fim do casamento com Elina Svitolina teve um forte impacto nos últimos meses de Gael Monfils no circuito profissional. Já se tinha percebido isso nas últimas semanas, quando a revelação de que já estava reformado e do divórcio surgiram par a par, mas agora o tenista francês abordou abertamente as marcas deixadas pela separação, dentro e fora do court, revelando que o desgaste emocional precipitou o adeus à modalidade antes do que tinha planeado.

Uma semana após a confirmação oficial da rutura, Monfils admitiu que a decisão tomada pela tenista ucraniana ainda o afetava profundamente. «A separação da Elina doeu-me profundamente. Somos humanos, temos os nossos próprios problemas e nem sempre controlamos o que queremos», disse num direto através da plataforma Twitch.

O desânimo acabou por condicionar de forma direta a preparação física e os hábitos do atleta gaulês na reta final da sua carreira. «Depois da rutura não consigo treinar como quero, não estou no meu melhor momento mental. Não vos vou enganar, estou a comer menos e a fazer tudo pior», confessou o jogador, dando conta da perda de rendimento e da falta de apetite.

Com a exigência dos últimos encontros como profissional a coincidir com as incertezas em relação ao futuro e o momento pessoal conturbado, Monfils resumiu os motivos que o levaram a antecipar a despedida. «Já é muito difícil entrar no court na reta final da carreira com emoções desconhecidas, e se ainda por cima estás afetado e tens de pensar no futuro, simplesmente não conseguia jogar», concluiu.

A declaração surge poucos dias depois de ter defendido Svitolina das críticas online, na sequência do anúncio da separação de ambos. Descreveu as críticas dirigidas a ela como «no mínimo, cruéis e, no pior dos casos, venenosas», reconhecendo que ambos estavam a atravessar uma fase difícil.

O tenista confirmou ainda estar reformado desde 5 de outubro e que deverá receber uma homenagem de despedida no Masters de Paris, a 3 de novembro.

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