Rui Costa vai chegar aos 300 jogos na presidência: os números da governação
Dia 9 de julho de 2021. Luís Filipe Vieira é detido, deixa a presidência do Benfica e o sucessor é rapidamente encontrado e responde pelo nome de Rui Costa.
«Assumo esta liderança com o mesmo orgulho, a mesma paixão e o mesmo compromisso com que vesti a camisola do nosso Benfica. Decidi fazer a minha apresentação, enquanto presidente, no meio do relvado, onde com a nossa camisola vivi os momentos mais felizes da minha vida. Sei da responsabilidade que hoje assumo e o que os benfiquistas esperam de mim, de quem está nesta posição. Tudo farei e tudo darei de mim para que o clube seja cada vez maior», afirmava então o ex-vice-presidente, em pleno relvado do Estádio da Luz, numa curta declaração, sem direito a questões dos jornalistas, mas na presença da família mais próxima.
Começava então uma nova dinastia, que vai já no terceiro reinado, dado que Rui Costa venceria a 9 de novembro de 2021 as eleições contra Francisco Benitez e a 9 de novembro de 2025 derrotaria igualmente nas urnas João Noronha Lopes, garantindo a reeleição.
A contestação existe, a oposição também, mas são mais de cinco anos de presidência e 299 jogos no lugar mais alto da hierarquia do clube da Luz. Precisamente, Rui Costa vai cumprir esta quinta-feira, na casa encarnada, em compromisso de Taça da Liga com o Gil Vicente, o jogo 300 como presidente do Benfica.
Nem tudo foram rosas, nem tudo foram êxitos, bem longe disso, e A BOLA dá a conhecer-lhe os números mais importantes da governação desportiva do antigo número 10 das águias.
No que diz respeito ao mais importante do mais importante, os títulos de futebol profissional, há apenas quatro para contar: um Campeonato Nacional, com Roger Schmidt, em 2022/23, uma Taça da Liga, com Bruno Lage, em 2025, duas Supertaças, uma com Roger Schmidt outra com Bruno Lage (2023 com o alemão, 2025 com o português).
Na era Rui Costa, há ainda que contabilizar relação profissional com os treinadores Jorge Jesus, que havia sido contratado por Luís Filipe Vieira, Nélson Veríssimo, que substituiu Jesus, e José Mourinho e Marco Silva. Este está em funções, Mourinho foi para o Real Madrid, mas tal como Jesus e Veríssimo não deixou troféus no museu da Luz.
299 jogos, 198 vitórias, 54 empates, 47 derrotas, 658 golos marcados, 271 sofridos. O Benfica, na era Rui Costa, ganhou 66,2 por cento das partidas oficiais que realizou. Em termos gerais, as águias venceram dois jogos a cada três encontros realizados.
Nas provas europeias, quartos de final da Champions, com Schmidt (2023), continua a ser o ponto alto da administração Rui Costa. Caiu da UEFA Champions League frente ao Inter.