Milan: Rafael Leão e Pulisic, uma dupla de ataque que não funciona
O jornal italiano Gazzetta dello Sport detalhou os motivos por trás do insucesso da parceria entre Rafael Leão e Christian Pulisic no ataque do Milan, afirmando que esta «continua a ser mais uma promessa do que uma realidade», em grande parte devido aos problemas físicos dos dois, que têm limitado o tempo que jogam juntos, mas também a uma falta de «harmonia» em campo. A dupla, que deveria ser a principal arma ofensiva dos rossoneri — são os melhores marcadores da equipa esta época, com 19 golos entre si —, raramente conseguiu jogar junta e, quando o fez, demonstrou pouca sintonia.
«A ideia inicial, concebida no verão, era juntar dois jogadores capazes de desequilibrar qualquer defesa, marcar golos e criar oportunidades para os colegas», pode ler-se. Contudo, a realidade tem sido diferente. Tanto Leão como Pulisic têm atuado de forma bastante individual, com poucas combinações entre si. A derrota (0-1) contra o Parma este domingo foi apenas a quarta vez na Serie A em que ambos foram titulares, e deixou «a sensação» de que preferem «a jogada individual em vez do diálogo» em campo.
Lesões incessantes
Os problemas físicos têm sido um obstáculo constante esta época: quando um estava disponível, o outro encontrava-se lesionado. Nas últimas semanas, ambos enfrentaram dificuldades: Rafael Leão tem lidado com uma pubalgia que o obriga a jogar com limitações, enquanto Pulisic vive uma época marcada por sucessivas lesões. Desde um problema no tornozelo no verão a uma lesão muscular no bicípite femoral, o norte-americano não tem tido longos períodos de tranquilidade clínica.
Apesar da falta de entrosamento, os números individuais não são totalmente negativos. No campeonato, ambos somam oito golos: Pulisic marca, em média, a cada 120 minutos, e Leão a cada 158 minutos. No entanto, o desempenho coletivo da dupla fica aquém do esperado, especialmente em jogos contra equipas «muito fechadas, como o Parma», explica a Gazzetta.
Analisando as jogadas de maior perigo no último encontro, fica evidente a falta de ligação. As oportunidades de Pulisic surgiram a partir de passes de Saelemaekers e Rabiot, e um remate perigoso de Leão veio veio de um passe do mesmo Rabiot. Para o Milan, que viu terminar uma série de 24 jogos consecutivos sem perder no campeonato e ficou a uma distância de 10 pontos do líder Inter, «fica a frustração de não ter conseguido materializar em golos um domínio esmagador» (67%-33% em posse de bola, 25-9 em remates realizados), concluiu a Gazzetta, precisamente por falta de eficácia da sua dupla de ataque.
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