Miguel Oliveira recupera seis posições para terminar primeira corrida em 7.º
Miguel Oliveira protagonizou uma das recuperações mais assertivas na primeira corrida da ronda neerlandesa do Mundial de Superbike (WSBK), ao escalar seis posições para terminar num sólido sétimo lugar. Partindo do 13.º posto da grelha de partida, o piloto português da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team demonstrou uma consistência notável ao longo das 21 voltas ao TT Circuit Assen, cruzando a meta a 18,163 segundos do vencedor.
A performance de Oliveira permitiu-lhe bater, na fase final da prova, o italiano Lorenzo Baldassarri e o britânico Tarran Mackenzie, que terminaram respetivamente na oitava e nona posições, reafirmando a capacidade do luso em imprimir um ritmo de corrida competitivo mesmo após uma qualificação abaixo do esperado.
No topo da classificação, a hegemonia pertenceu inteiramente a Nicolo Bulega, que converteu a pole position numa vitória dominante. O piloto da Aruba.it Racing - Ducati não se limitou a vencer, estabelecendo ainda um novo recorde de volta em corrida ao registar 1'33.341 à sexta passagem pelo traçado.
A superioridade da Ducati foi reforçada pelo segundo lugar de Iker Lecuona, que terminou a 1,6 segundos do seu colega de equipa, e pelo terceiro posto de Sam Lowes, que fechou o pódio na Catedral da Velocidade. O domínio da marca de Borgo Panigale foi absoluto nas posições cimeiras, com Álvaro Bautista a assegurar a quarta posição, completando um quarteto de motos italianas na frente da corrida.
O grupo dos cinco primeiros ficou fechado com Alex Lowes, que levou a sua bimota ao quinto posto, terminando isolado à frente de Andrea Locatelli, o melhor representante da Yamaha na sexta posição. Logo atrás, o desempenho de Miguel Oliveira serviu de barreira ao resto do pelotão, num grupo que terminou com diferenças mínimas, como demonstram os apenas 0,387 segundos que separaram o português de Baldassarri.
Com a pista em condições de seco e temperaturas amenas, esta primeira manga em Assen confirmou o excelente momento de Nicolo Bulega e a resiliência estratégica de Miguel Oliveira, que continua a somar pontos importantes através de recuperações metódicas em pista.