Lionel Messi - Foto: IMAGO
Lionel Messi - Foto: IMAGO

Messi: «Somos os melhores, doa a quem doer e digam o que disserem»

Capitão da Argentina também falou a nível individual: «Jogar três finais do Campeonato do Mundo é algo que poucos futebolistas conseguiram»

Lionel Messi não escondeu a emoção após o triunfo sobre Inglaterra por 2-1 nas meias-finais do Mundial e destacou a garra da seleção argentina.

«Nós, os argentinos, somos assim, queremos sempre mais, pedimos sempre mais. E se tivéssemos perdido contra a Inglaterra, havia gente que ia dizer alguma parvoíce e não demos hipótese. Tivemos a sorte de ganhar. Porque sabíamos que com futebol éramos melhores do que eles. Mas jogam-se muitas coisas quando é uma partida desta magnitude. Em que acontecem coisas da história, mas sem que se as traga para o futebol. Mas não deixa de ser especial por tudo o que significa e havia que ganhar», sublinhou.

«Todas as finais são especiais. É muito bonito viver tudo outra vez. É uma loucura o que este grupo conseguiu, duas finais do mundo seguidas», afirmou o capitão da Argentina, sublinhando o feito raro: «A nível pessoal, jogar três finais do Campeonato do Mundo é algo que poucos futebolistas conseguiram. Mais ainda pela forma como decorreu o Mundial, como foi o jogo de hoje e por termos vencido o adversário que vencemos. Aconteceram coisas incríveis.»

O astro argentino fez questão de enaltecer o percurso da equipa nos últimos anos, defendendo o seu estatuto. «Que as pessoas continuem a desfrutar. Somos campeões do mundo, somos os melhores do mundo nestes quatro anos, doa a quem doer e digam o que disserem. Isto demonstra que o que fizemos não é por acaso e que ninguém nos ofereceu nada», declarou.

«Apesar de termos dito que era apenas um jogo de futebol, creio que no hino começámos a sentir coisas diferentes, especiais. Ninguém queria perder e o povo argentino queria esta alegria, não queria perder contra a Inglaterra. Graças a Deus, conseguimos, deixámo-los de fora e vamos jogar outra final do mundo», confessou.

Messi destacou a resiliência da equipa: «Quando a situação ficou feia, fomos novamente à procura do resultado. Não deixámos de tentar, jogámos muito quando estávamos a perder e encostámo-los à baliza. É uma felicidade enorme», insistiu.

Apesar do ceticismo do público, disse nunca ter deixado de acreditar: «Havia muita gente que não confiava neste grupo, mas eu nunca deixei de acreditar. Sei do que estes rapazes são capazes e que, quando estamos juntos, tiramos forças de onde não temos. Este grupo compete sempre no máximo.»

A emoção ficou à flor da pele ao falar da família. «Acabei de falar com o meu pai, a minha mãe, os meus tios, parte dos meus irmãos que estão lá. Isso também o torna especial, vivê-lo de outra maneira. Muita felicidade na família e dar outra alegria aos argentinos», disse o camisola 10.

«Fiz tudo para chegar da melhor maneira. Há um ano que me preparo. Passo dezembro na Argentina e treino de manhã e à tarde. Sabia que ia dar tudo para chegar da melhor forma e poder desfrutar», explicou.

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