Mercado Benfica: Schjelderup resiste e coloca SAD à prova
Andreas Schjelderup está no centro de um dossier sensível para a SAD do Benfica, que procura uma solução rápida para um cenário que encerra risco financeiro e desportivo.
O extremo internacional norueguês, de 22 anos, tem contrato válido até 2028 e uma cláusula de rescisão fixada nos €100 milhões, mas a aproximação de clubes de topo e a perspetiva de, dentro de um ano, entrar na reta final do vínculo colocam pressão acrescida sobre os responsáveis encarnados.
Nesse sentido, o Benfica já avançou com uma proposta de renovação considerada significativa, que prevê a extensão do contrato por mais três temporadas, até 2031, com um pacote global de €18 milhões ao longo de cinco anos. Ainda assim, segundo apurou A BOLA, Schjelderup não deu uma resposta clara e mantém a intenção de não prolongar o vínculo, cenário que abre a porta a uma possível saída já neste mercado de verão. O Benfica, porém, está a fazer tudo para que ele continue.
O atacante nórdico desperta forte interesse no mercado internacional, com destaque para o Tottenham e outros emblemas de Inglaterra e Itália, e vê com bons olhos uma mudança de ares a curto prazo. A permanência na Luz, sem renovação, poderá levar a uma desvalorização do passe na próxima época, reduzindo a margem negocial do Benfica e colocando o jogador numa posição mais favorável para decidir o futuro. Um contexto que faz recordar o caso de António Silva, defesa-central formado no clube, que entrou no último ano de contrato sem aceitar renovar e está de saída para o Bournemouth, num negócio que deverá, porém ultrapassar os €20 milhões.
Perante este enquadramento, a SAD encarnada tenta equilibrar a vertente financeira com a componente desportiva. Por um lado, reconhece que poderá estar perante uma das últimas oportunidades para maximizar o retorno com Schjelderup, que valorizou significativamente após uma segunda metade de época em alto nível, com especial destaque para as exibições na Liga dos Campeões e no Mundial. Por outro, o Benfica não deseja perder o jogador e planeia negociar apenas por valores acima dos €40 milhões, uma fasquia elevada que poderá afastar potenciais interessados, apesar do talento e margem de progressão do extremo.
Em paralelo, subsiste um dilema no plano desportivo: Schjelderup é considerado uma peça-chave no atual plantel e um dos jogadores mais influentes da equipa, sendo visto como fundamental pelo treinador Marco Silva, que não pretende perder o internacional norueguês. Mesmo com a entrada do polaco Kaminski, uma eventual saída obrigaria à contratação de um reforço de qualidade inequívoca para o setor ofensivo.
Contratado ao Nordsjaelland em janeiro de 2022, por €9 milhões, acrescidos de €5 milhões mediante objetivos, Schjelderup teve um percurso inicial irregular de adaptação. Em 2023/24, regressou por empréstimo ao clube dinamarquês, onde recuperou confiança. De volta ao Benfica, voltou a enfrentar intermitência na utilização, tendo estado perto de sair novamente em janeiro deste ano. Acabou, contudo, por permanecer na Luz e afirmar-se sob orientação técnica de José Mourinho, protagonizando uma evolução que o coloca, atualmente, entre os ativos mais valorizados e determinantes do plantel encarnado.
O Benfica, recorde-se, joga esta quinta-feira com o St. Gallen a segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, depois da derrota por 1-2 na primeira mão jogada na Suíça. Andreas Schjelderup está disponível para o jogo, mas chegou há pouco tempo das férias a seguir ao Mundial e ainda não aprsentará condição física e adaptação às ideias do novo treinador para ser opção.