Treino de Kylian Mbappé (foto: Real Madrid)
Treino de Kylian Mbappé (foto: Real Madrid)

Mbappé em queda na China: perde milhões em patrocínios e é banido das redes sociais

Três empresas cortaram relações comerciais com o francês, Pequim reagiu às declarações e uma plataforma digital baniu a conta associada ao futebolista

As bricandeiras (e os memes), por vezes, saem caros... Kylian Mbappé que o diga. O francês está no centro de uma polémica na China que já começou a ter consequências concretas, depois de circular online um vídeo em que este admitia que achava divertida uma montagem na qual o seu rosto se confundia com o de Mao Zedong, fundador da República Popular da China.

As empresas Dongpeng, ligada ao setor das bebidas, Mengniu, especializada em laticínios, e Milkground, dedicada aos queijos, decidiram cortar relações com Mbappé, no seguimento das declarações do jogador do Real Madrid.

E a reação não ficou limitada ao mundo dos negócios. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, pronunciou-se sobre o caso e afirmou que declarações ou comportamentos que «firam os sentimentos do povo chinês serão rejeitados por todos os setores da sociedade».

A polémica teve igualmente consequências nas redes sociais. Mbappé, que contava com cerca de 1,1 milhões de seguidores na rede social Xiaohongshu, viu a conta associada ao seu nome ser banida por alegada violação das regras da comunidade, segundo a própria plataforma.

O caso expõe os riscos que uma polémica pública pode representar para uma estrela global, mesmo num país onde o futebolista reúne uma enorme legião de admiradores. Em pouco tempo, Mbappé passou de figura de destaque no mercado chinês a alvo de críticas institucionais, perdeu três parceiros comerciais e ficou sem acesso a uma das plataformas digitais onde tinha presença. O francês já pediu desculpas publicamente, mas nem isso travou as consequências.

Na China, as referências a Mao Zedong — líder da revolução comunista e fundador da República Popular, em 1949 — são particularmente delicadas. O antigo dirigente governou até à morte, em 1976, e continua a ocupar um lugar central na história e na identidade política do país. Foi por este contexto que o comentário de Mbappé desencadeou uma reação que ultrapassou largamente o universo desportivo.

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