Presidente do Sporting falou aos jornalistas acerca das mexidas no plantel e admitiu mais saídas e entradas

Maxi e Zalazar: irmandade 'charrua' reina no Sporting (fotos)

Cartão de visita do ala esquerdo e médio ofensivo colocam fasquia alta para a temporada que está prestes a começar. Dois 'hermanos' que se entendem às mil maravilhas dentro e fora das quatro linhas

Se um diz mata, o outro diz esfola. Esta expressão popular assenta na perfeição de mote para falarmos da irmandade charrua que reina em Alvalade e, diga-se, promete fazer correr muita tinta. 

Depois de Coates e Ugarte terem deixado marca no Sporting, Maxi Araújo e Rodrigo Zalazar estão a dar continuidade ao legado dos uruguaios de leão ao peito.

O ala esquerdo tornou-se num dos alvos mais cobiçados do mercado internacional, impulsionado pelas exibições na Liga dos Campeões e pelo excelente desempenho no Mundial, apesar de o Uruguai não ter passado da fase de grupos — tornou-se no primeiro jogador do país em 72 anos a marcar golos nos dois primeiros jogos da competição — o último a alcançar tal feito havia sido Óscar Míguez, no já longínquo Mundial de 1954 —,  o que levou a alguns gigantes europeus, como Man. United, Chelsea, Tottenham e Juventus, a seguir de perto o esquerdino.

Contudo, a SAD leonina definiu Maxi Araújo como intransferível neste mercado de verão e conta manter o jogador, pelo menos, por mais uma temporada — tem contrato até 2029 e está blindado por cláusula de €80 milhões —, e terá renovação antecipada e, claro, aumento de ordenado.  

O defesa depressa conquistou os adeptos leoninos, pela raça que lhe é característica, granjeia do carinho vindo das bancadas e, agora, coube-lhe receber um hermano. Rodrigo Zalazar foi anunciado como jogador do Sporting a 17 de maio, tornando-se no reforço mais caro da história do clube (operação financeira de €30 milhões). 

«20 golos e 20 assistências...»

O primeiro contacto de Maxi e Zalazar enquanto jogadores do mesmo clube deu-se na seleção do Uruguai e, de pronto, o lateral lançou-lhe um desafio: «Já lhe disse que no mínimo tem de fazer 20 golos e 20 assistências.» Para já, o rendimento do novo camisola 17 do Sporting durante a pré-época deixou água na boca aos adeptos: um golo, duas assistências e um punhado de jogadas a encher o olho.

«Uruguaio mais bonito da equipa»

A boa-disposição dos uruguaios é evidente nos treinos e as brincadeiras estendem-se às redes sociais, por exemplo numa publicação de Zalazar com imagens do jogo de apresentação aos adeptos, ante o Mónaco, em que o guardião João Virgínia comentou: «O uruguaio mais bonito da equipa.» Com Maxi a reagir: «Eu! O Rodri?» e, claro, sucederam-se interações de restantes jogadores, espelhando ambiente salutar que se vive no balneário.

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Coates ' El Patrón' e Ugarte ficou no 'top' das vendas

O legado de uruguaios no Sporting tem em Coates e Ugarte dois baluartes. O defesa-central chegou em 2015, por empréstimo do Sunderland, e tornou-se numa das maiores lendas da história moderna dos leões, sendo figura central da reconstrução desportiva e institucional do clube (após o ataque à Academia). Liderou a mítica defesa que quebrou o jejum de 19 anos sem vencer o campeonato nacional e com a braçadeira de capitão ganhou o título de El Patrón. Voltou ao Uruguai, em 2024, por motivos familiares, após 369 jogos oficiais, 37 golos marcados e 10 assistências, dois campeonatos nacionais, quatro Taças da Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. 

Coates e Ugarte de leão ao peito - Foto: A BOLA

Manuel Ugarte assinou pelos verdes e brancos, em 2021/2022, oriundo do Famalicão e teve afirmação meteórica e brilhante no Sporting, afirmando-se como um dos trunfos financeiros e desportivos mais lucrativos da história recente: foi vendido por €60 milhões ao PSG (em 2023). Mais rentáveis só Gyokeres — vendido ao Arsenal por €66,9M — e Bruno Fernandes, cuja saída para o Man. United rendeu €65M aos cofres leoninos.   

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