Roberto Martínez, selecionador de Portugal - Foto: IMAGO

Martínez: «Fazer o que nunca foi feito»

Selecionador nacional justifica escolhas e quem ficou de fora da convocatória, que tem 27 nomes

Logo após ter divulgado a convocatória, o selecionador nacional Roberto Martínez respondeu aos jornalistas, tendo começado por justificar as escolhas e, principalmente, as ausências de António Silva e Paulinho.

«Para nós, é um dia triste. Porque precisamos de deixar jogadores que queríamos muito levar, mas que temos de deixar de fora. Por outro lado, é um dia entusiasmante, porque vamos começar a lutar contra a história. Citando Pedro Abrunhosa, fazer aquilo que nunca foi feito», começou por dizer.

«Quanto às nossas escolhas, gostava que compreendessem que todos os jogadores que estiveram na caminhada para o apuramento, também na vitória da Liga das Nações, todos os jogadores fazem parte do grupo. Há jogadores que ficam de fora, com certeza, porque há outros que estão melhor colocados para desempenhar as funções essenciais para este torneio. Automatismo, estratégia de jogo, plano de jogo, tudo aquilo que nós precisamos executar... A questão do António Silva... Nós temos cinco centrais, trabalhamos com eles e precisamos escolher. E a escolha é que entre o Tomás Araújo, não é que saia um jogador», justificou.

Quanto ao ataque, disse: «Na posição de ponta de lança, já falei disso, para o terceiro atacante, nós procuramos um jogador com as características mais próximas ao nosso idioma. Já fizemos isso durante o Europeu, durante a Liga das Nações, temos dois jogadores de referência de ponta e lança, de posição de nove, o Cristiano Ronaldo e o Gonçalo Ramos. O Gonçalo Guedes é o terceiro atacante, porque é um jogador com mais flexibilidade, que pode jogar por fora, por dentro, abrir os espaços contra ataques, movimentos diferentes de um ponta de lança. O Paulinho é um jogador que pode fazer o perfil do Cristiano e do Gonçalo, mas aqui precisamos de continuar com a ideia de ter três atacantes, dois mais de posição, um mais com posições variáveis.»

Quanto às expectativas realçou: «Prometer orgulho. Acho que o nosso grupo já mostra que sabe vestir a nossa camisola. Esforço, união, vontade de sonhar. Depois, também, saber por que não ganhamos o Mundial, durante a história, porque o adversário é muito bom também, e há pormenores importantes, mas o adepto de Portugal, como já fizemos na Liga das Nações, pode esperar um grupo comprometido, preparado para lutar e preparado para dar tudo com muito orgulho.»

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