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Martínez fala do sofrimento por dedo fraturado e deixa garantia para jogo com Cabo Verde
O guarda-redes da seleção da Argentina, Emiliano Martínez, confirmou que, apesar da dor constante devido a uma fratura num dedo da mão direita, a participação no que resta do Mundial não está em risco. Após a vitória por 3-1 sobre a Jordânia, o jogador revelou que espera jogar sem a tala de proteção já no próximo jogo contra Cabo Verde.
A lesão, uma fratura no dedo anelar da mão direita, ocorreu durante o aquecimento para a final da UEFA Europa League, na qual jogou e o Aston Villa venceu o Friburgo por 3-0. Martínez, de 32 anos, optou por não ser operado para poder participar no Mundial.
Olhando para o futuro, o guarda-redes analisou o próximo adversário, Cabo Verde, no jogo dos 16 avos de final que se realizará na sexta-feira em Miami. «Ainda não consegui treinar com normalidade, mas no próximo jogo já poderei jogar sem tala. Vemos todos os jogos, não temos outra coisa para fazer. Eles são bons, físicos, defendem bem, são rápidos e qualificaram-se num grupo difícil, onde estavam Espanha e Uruguai, por alguma razão. Há muitas surpresas neste Mundial», concluiu.
O processo de recuperação tem sido um desafio. «Tive de aguentar sozinho, com o [preparador físico] Martín. O Gero (Rulli) e o Juan (Musso) deram-me uma grande ajuda, treinaram com uma bola de vólei a semana toda e incomoda-me muitíssimo, mas em campo tento não sofrer», detalhou.
«Decidi não ser operado, passei mal e vim muito no limite», explicou o guarda-redes do Aston Villa.
«Quando me disseram que tinha de ser operado, passaram-me milhões de perguntas pela cabeça, mas o treinador apoiou-me sempre e isso deu-me muito ânimo. O fisio (Pablo Capuchetti) passou horas durante a noite a tentar desinflamar o dedo», recordou.
Martínez lamentou o golo sofrido contra a Jordânia, que quebrou a sua invencibilidade na baliza. «Queria matar-me. Aqui só me chegam duas vezes, deu-me a sensação da Arábia Saudita no Mundial passado, sinto que a podia ter defendido», confessou o jogador.
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