Marco Silva pede a Banjaqui para se apressar a repor a bola em jogo — Foto: Sérgio Miguel Santos
Marco Silva pede a Banjaqui para se apressar a repor a bola em jogo — Foto: Sérgio Miguel Santos

Marco Silva: «Não vai ser sempre sem sofrer»

Treinador do Benfica sublinha justiça do resultado, mas também reconhece dificuldades

Marco Silva reagiu à vitória do Benfica sobre o Gil Vicente, em declarações à BTV, e alertou que ninguém poderá viver na ilusão de que os triunfos serão sempre fáceis.

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— Quais foram os principais desafios que o Benfica teve de superar?
Gil Vicente não nos surpreendeu defensivamente, esperávamos que um dos alas recuasse para fazer uma linha de cinco. Foi o que aconteceu. Criaram-nos mais problemas na primeira fase de construção deles. É uma equipa que coloca muita gente na primeira fase de construção e os nossos momentos de pressão não estavam tão eficazes como normalmente estão e por isso às vezes quebraram a pressão. O calor tornou difícil manter intensidade com e sem bola, sentimos essa dificuldade. Falhámos alguns timings de pressão e eles ganharam confiança. Entrámos bem no jogo, chegámos algumas vezes à baliza, não marcámos e num momento em que entregámos mal a bola sofremos o golo. O jogo, depois, foi todo nosso. Mesmo ao intervalo poderíamos estar a vencer. Disse-lhes que teríamos de manter o que estávamos a fazer, retificar alguns posicionamentos sem bola e fazer o nosso papel, ou seja, tentar chegar à baliza de várias forma. A qualquer momento arriscaríamos e refrescaríamos, senti a equipa mais cansada, mas tentámos até ao fim, quem saiu do banco teve impacto, o que foi muito bom. Não vai ser sempre sem sofrer e a marcar golos cedo. Era uma ilusão para quem pensava assim. Há jogos que têm de ser vencidos desta forma, lutar e tentar até ao fim. Tenho de agradecer aos nossos adeptos que nos empurraram para a frente e ganhámos de forma justa.

— Utilizou Durán ao lado de Pavlidis no final. É importante ter sistema alternativo?
— É fundamental. Estávamos a tentar com um avançado, mas já tinha preparado os jogadores para essa possibilidade. Os jogadores acreditaram e tirámos proveito disso. É importante para eles perceberem que há jogos que temos de ganhar desta forma, com qualidade nalguns momentos — não um jogo perfeito — mas sobretudo acreditámos e tivemos intensidade até ao último momento.

— Como avalia a estreia de Claudio Echeverri, que entrou num momento difícil?
— Gostei bastante. Não temos muito tempo para treinar com viagens e jogos, praticamente não teve uma semana inteira para treinar-se connosco e perceber algumas dinâmicas, mas sabemos que tem qualidade. Entrou e ofereceu tranquilidade, sem medo de arriscar, tabelou, precisávamos desse tipo de jogador naquela posição, muito criativo para chegar à área.

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