Guendouz com a bola controlada - Foto: IMAGO
Guendouz com a bola controlada - Foto: IMAGO

Magia francesa deu o mote para limpar imagem (as notas do Hearts)

Escoceses em crescendo deram boa resposta à goleada sofrida na primeira mão (1-6), nas asas de quarteto atacante ligado à corrente. De Braga à Islândia, a bola não é maltratada

Beau Reus adiou o golo do Benfica com intervenções importantes (15' e 24') no pior momento do Hearts. Golo de Lukebakio (78') manchou exibição segura.

A figura do Hearts: Sabri Guendouz (6)

Uma das boas surpresas da segunda mão. O extremo de origem ocupou zonas mais anteriores, nas costas de Cláudio Braga, e encantou. Remate à figura de Samuel Soares (12') foi aviso para o que aconteceria na segunda parte. Aos 52', podia ter sido feliz, mas, após ultrapassar a marcação encarnada, rematou ao lado. Segundos depois, Samuel Soares tirou-lhe o pão da boca. Ofereceu muitas soluções, tanto a finalizar como a construir e saiu de rastos

A dupla de centrais composta por Findlay e McEntee deu espaço a Jhón Durán na primeira parte, mas, tal como toda a equipa, melhorou a segunda parte. Exibição particularmente feliz do central de 30 anos.

No corredor direito, Altena ontrolou os movimentos de Schjelderup e minimizou o impacto do ás encarnado. Renaud segurou as pontas ao lado de Spittal no meio-campo e libertou o caos atacante.

À direita, Miller foi um dos mais inconformados face à seca de ideias ofensivas na primeira parte e foi uma das figuras do cerco, na segunda. O extremo direito até fez o gosto ao pé (54'), mas foi traído pela posição irregular de McPake.

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Os dois extremos foram fundamentais no plano de Wouter Vrancken, não só para dar largura ofensivamente e atacar zonas de finalização, mas também para apoiar os laterais, sem bola. McPake, tecnicamente diferenciado, colecionou cruzamentos perigosíssimos.

O corredor central pertenceu ao suspeito do costume. Cláudio Braga recuou largos metros para assumir um papel de destaque na circulação de bola entre setores. O passe no golo anulado a Miller é delicioso. Sem o esférico controlado, emanou uma vontade incrível de pressionar e disputar qualquer bola com os adversários. Aplauso de gratidão do público quando saiu de campo aos 75'.

Do banco de suplentes saiu a recompensa para o esforço do Hearts. Kaboré serviu Tómas Magnússon que, de fora da grande área, desferiu um míssil a meia altura sem hipóteses para Samuel Soares, aos 77'.

As notas do Hearts

Reus (5); Altena (6), McEntee (6), Findlay (6) e McCart (5); Renaud (6), Spittal (6) e Guendouz (6); Miller (6), Cláudio Braga (6) e McPake (6). Magnússon (6), Kerjota (6), Kaboré (5), James Wilson (5) e MJ Kamara (-)

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