Marco Silva compara Benfica ao Real Madrid... com as eleições
Para terminar a conferência de imprensa de apresentação como o novo treinador do Benfica, Marco Silva quis deixar duas mensagens aos adeptos benfiquistas e, numa delas, aproveitou para comparar as eleições recentes das águias e do Real Madrid, curiosamente para saiu José Mourinho. O ex-Fulham lembrou que o clube português teve o triplo do número de votantes.
«Hoje ninguém me perguntou, infelizmente, pelo Real Madrid, porque nós estamos no Benfica, mas foi muito tema de conversa e eu percebo a razão», começou por dizer, avançando para os números. «Eu quero lembrar aos nossos adeptos que o Real Madrid teve há pouco tempo eleições e foram acima de 30 mil votantes. O Benfica teve eleições há alguns meses e vocês sabem o número de votantes que teve o Benfica. Eu estava longe, estava fora, mas foram acima de 90 mil», atirou, pedindo o apoio da massa adepta.
«É isto que quero dizer aos nossos adeptos, que num momento em que não se ganham títulos e que não foi uma época positiva, e o presidente assumiu ontem claramente que foi uma época muito negativa para o Benfica... E eu, estando longe, na maioria dos momentos, senti que os adeptos estavam com a equipa, o apoio foi constante e é essa paciência em momentos importantes da temporada vão ser fundamentais novamente. E eu quando falo em paciência não falo em menos exigência, porque ela é natural, mas dizer-lhes que esta discrepância em termos de números só mostra a grandeza humana deste clube», explicou, deixando uma nota final.
«E quanto mais forte e mais unido estiver o universo benfiquista, mais difícil será não sermos vitoriosos. Eu quero que eles pensem um pouco nisto, independemente de gostarem mais da pessoa A, B ou C, do jogador A, B ou C, ou do treinador Marco Silva ou não, neste momento não é muito relevante para mim, sinceramente. Eles têm de perceber que se estivermos todos unidos, vamos ser mais fortes. Vamos tentar entusiasmar, ligar todas as peças e eu sei que eles farão a parte dele para que no final da época possamos celebrar», completou.