Luis Tralhão - Foto: Lusa
Luis Tralhão - Foto: Lusa

Luís Tralhão: «Estivemos tão perto... merecíamos o prolongamento»

Técnico do Torreense sentiu que a resposta da equipa em campo justificava mais

Luís Tralhão, treinador do Toreense, falou no final à Sport TV.

«Em primeiro lugar levo muito orgulho de representar uma região e um clube. Gostaria de dar os parabéns a todos os adeptos que estiveram aqui, foi fantástico. Pessoalmente tenho um orgulho brutal na nossa equipa, nos nossos jogadores. Fazer o jogo que fizemos enche-me de orgulho, fico muito entusiasmado também pelo que aí vem. Por outro lado, já começo a habituar-me a ganhar taças e senti que ficamos perto, ficamos tão perto... não existem vitórias morais, mas há aqui um sentimento agridoce. Muito orgulhoso pelo que fizemos em campo. Acho que o FC Porto e nós tivemos quase o mesmo número de oportunidades — não tenho a estatística — mas sentimos que estivemos muito próximos de marcar. Obviamente jogamos com uma equipa de um poderio fantástico, de uma intensidade brutal, mas honestamente acho que pelo menos era justo irmos a prolongamento», defendeu.

Apesar da derrota, o percurso mereceu imensos elogios de Farioli, treinador portista: «Agradeço as palavras do Farioli. Também em jeito de brincadeira disse antes do jogo que merecíamos um 'wild card', mas pronto, a competição começa toda do zero. A II Liga é outra competição. Aquilo que me ponho a pensar e que já disse aos jogadores é: se gostamos de estar nestes palcos, se gostamos de nos bater com as grandes equipas, vamos ter que fazer o caminho das pedras e novamente a competição começa do zero. Se entrarmos na II Liga a pensar que somos os candidatos ou favoritos, pode-nos atraiçoar. O Torreense merece, pelo que tem feito nos últimos anos, estar na I Liga. Se não for este ano, há-de chegar lá.»

A preparação foi a normal e a equipa deu a resposta esperada em campo: «Preparámos o jogo, sabíamos de antemão que o FC Porto tem uma entrada muito forte no jogo. Especialmente na primeira parte, é intensa o jogo todo, mas tínhamos que teriamos de controlar aqueles primeiros 20 minutos e, especialmente, tínhamos que ferir, tínhamos que fazê-los sentir que podíamos ganhar o jogo e não nos remetermos logo desde o primeiro minuto lá atrás. Obviamente que se tivéssemos marcado naqueles primeiros minutos era um prémio justo para aquilo que fizemos. A evolução da equipa é grande. Digo sempre: nós não preparámos esta semana, nós preparamo-nos desde que começámos em janeiro a trabalhar com a equipa e, mais particularmente, desde que começámos a pré-época.»

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