O momento em que Luis Suárez remata para o segundo golo (Foto IMAGO)
O momento em que Luis Suárez remata para o segundo golo (Foto IMAGO)

Luis Suárez e companhia mantém leão nas nuvens (as notas do Sporting)

Colombiano é um 'extraterrestre' não só pelos golos que marca mas também pela atitude que teve ao dizer que não tinha sofrido penálti. Fresneda, Geny Catamo e Pedro Gonçalves numa bitola elevadíssima
O melhor em campo: Luis Suárez (8)
Esta distinção deve-se à qualidade futebolística do colombiano mas não só. O lance (46') vai entrar para a história desta Liga. Suárez recebe um bombom de Pote e esgueira-se para a baliza e quando vai a passar por André Gomes cai. Ato contínuo, o árbitro assinala penálti mas o 97 levanta-se e garante ao juiz e ao resto do mundo que não havia motivo para tal. João Pinheiro é chamado ao VAR e confirma a veracidade da informação que lhe tinha sido dada pelo colombiano mas em vez de premiar o gesto mostra-lhe amarelo. Suárez fica incrédulo, mas pouco marca mais um golo. No futebol atual o gesto é de 'extraterrestre', tal como os muitos golos que aponta. Rui Borges queria que o leão descesse à terra depois do Bodo e este desceu e voltou a subir às nuvens com mais uma goleada no currículo.

Rui Silva (6) — Não foi obrigado a trabalho por aí além, diga-se, mas quando foi chamado a intervir com maior preponderância, aos 31 minutos, a remate de Lincoln, fê-lo com muita competência. Para conseguir parar a bola de Marezi no golo, só se tivesse 3 metros…

Fresneda (8) — Corre e corre e dá mais uma volta e corre mais um bocadinho. Depois dos 16 km percorridos frente ao Bodo/Glimt, há curiosidade para se saber quanto calcorreou em Alverca. Por estes dias vai para Espanha para a seleção de sub-21 e pela disponibilidade física, passe o exagero, conseguiria viajar, no mínimo, em passo acelerado.

Quaresma (6) — Muito bem em alguns cortes, mas continua a arriscar em demasia na primeira fase de construção e, com isso, perdeu uma ou outra bola que poderia ter comprometido.

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Gonçalo Inácio (6) — Viu um amarelo ainda numa fase algo precoce da partida e conseguiu segurar-se, ainda que por vezes tenha de ser um pouco mais contundente na abordagem física aos atacantes contrários.

Nuno Santos (7) —  Até podem dizer que apenas e só esteve 26 minutos em campo até o azar lhe bater com estrondo à porta devido a lesão, desta vez muscular, mas no período em que esteve no terreno de jogo fez tudo bem, especialmente naquele passe para Pote que por pouco não marcou. A raça e a entrega habituais a defender.

Hjulmand (7) — O capitão vive dias (muito) felizes, depois de ter sido pai pela primeira vez e de ter voltado a assumir a paternidade dos leões dentro de campo. Incontáveis as bolas que roubou aos adversários e merecia que uma delas rematada por si tivesse entrado na baliza contrária.

Morita (7) — Momento de excelência no passe de pé esquerdo para Suárez que culminou no segundo golo. Tem uma régua e um esquadro no cérebro que dinamiza o futebol verde e branco quando está numa boa maré, como está por agora.

Geny Catamo (8) — Já podia patentear como imagem de marca aquela jogada que resultou no terceiro golo. Bola bem colada e enrolada no pé esquerdo, movimento do direita para o meio e remate forte. Desta vez não foi em arco para o poste distante mas para o primeiro, mas numa bola com mais força do que aquela que costuma aplicar. Um acelerador de partículas notável.

Trincão (7) — Com a bola nos pés dá uma masterclass de bem jogar e se juntarmos a isto uma capacidade física invejável para vir muitas vezes a zonas recuadas tirar bolas aos adversários, está muito dito sobre a exibição do esquerdino. Agora está na posição dez, mas tem pulmão para jogar a oito ou a seis, num talento que vai quase até ao infinito.

Pedro Gonçalves (8) — Só não arrecada o prémio de melhor jogador em campo porque se tem de destacar a atitude de Luis Suárez. De resto, em jogo jogado, fê-lo por merecer. Há a lenda irlandesa de que no final dum arco-íris há um pote de ouro e, como é óbvio, é mentira, mas é a mais pura das verdades que este Pote tem ouro nos pés. Abriu a contagem com um daqueles seus passes à baliza e fechou-a na conversão de um livre direto em que contou com a colaboração de André Gomes. Pelo meio, um passe fantástico para Luis Suárez no lance do penálti revertido e muito, muito mais. Por vezes até se pode desligar do jogo, mas quando tem o interruptor ligado ilumina toda a equipa.

Vagiannidis (6) — Acertado a defender, embora pareça que por vezes tem receio dos duelos mais físicos. Ficou perto de marcar (77’) mas André Gomes não deixou.

Debast (5) — Entrou para dar descanso a Gonçalo Inácio e não encurtou o espaço como devia no golo do Alverca.

Daniel Bragança (6) — Rui Borges pediu-lhe critério na posse de bola e foi isso que entregou.

Ricardo Mangas (6) — Sofreu a falta que resultou no quarto golo e ainda atirou uma bola ao poste. Pouco, muito? Mais do que o suficiente…

Rafael Nel (5) — Uma vez mais muita vontade e a ficar perto da felicidade.