Custódio Castro - Foto: Miguel Nunes
Custódio Castro - Foto: Miguel Nunes

Custódio Castro: «Tentámos lutar por pontos, com os nossos gatilhos...»

Treinador do Alverca afirmou que a vitória do Sporting foi justa

Na zona de entrevistas rápidas, em declarações à Sport TV, Custódio Castro, treinador do Alverca, reconheceu que a estratégia que havia idealizado para a receção ao Sporting acabou por não surtir efeitos práticos, pontos, entenda-se.

«Primeiro, referir que era um jogo importantíssimo para nós. Queríamos muito lutar por estes três pontos. Tentámos, tínhamos definido aquilo que era a nossa pressão, como devíamos pressionar, os nossos gatilhos. Mas a verdade é que, com o desenrolar da partida, parece que fomos perdendo alguma energia, até no início do jogo, o que se torna às vezes estranho em nós. Mas pronto, essa é a nossa luta também, em volta daquilo que é a consistência dos jogos. Sabíamos que hoje seria sempre um jogo difícil, contra uma grande equipa, com grandes jogadores, que vinham de onde vinham, de uma eliminatória virada», começou por dizer.

«Independentemente de termos uma ou outra oportunidade, podemos até fazer ali o um igual na primeira parte, não foi um jogo, na primeira parte, com muitas oportunidades, de parte a parte. Mas, a verdade é que, se olharmos também para aquilo que foram os dois golos, foram um bocadinho consentidos e depois de um pênalti anulado, no momento seguinte sofremos o 2-0, isso abala qualquer equipa, mas, de forma clara, foi um resultado justo», completou.

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Questionado sobre a opção de colocar Chiquinho a 'cair' em cima de Fresneda, que no jogo anterior do Sporting havia corrido quase 18 quilómetros, Custódio Castro foi claro: «Claro que tínhamos esse tipo de nuances estratégicas com alguma ligação àquilo que seria a parte física, mas verdade é que parece que funcionou ao contrário. Parece que acabámos por não aproveitar isso.»

Segue-se agora um jogo com o Rio Ave, que é daqueles que podem valer seis pontos na corrida à manutenção, com o treinador dos ribatejanos a serenar ânimos.
«Agora vamos ter uma pausa de seleções. É importante recuperar energias, perceber e curar aqui algumas das consistências e inconsistências que vai acontecendo dentro daquilo que são as nossas abordagens aos jogos. Depois desta pausa é percebemos uma outra situação e olhar para estes sete jogos que faltam, estamos perto daquilo que é o nosso objetivo, mas não está feito», finalizou.