Luís Freire: «A nossa obrigação é dar o máximo por Portugal»
Luís Freire assume que Portugal está preparado para defrontar, amanhã (19h30) a Escócia, numa partida referente à 7.ª jornada do Grupo B de qualificação para o Campeonato da Europa de sub-21.
O técnico das jovens esperanças lusas diz estar à espera de um adversário que poderá colocar dificuldades à equipa das Quinas, mas também não baixa a guarda e garante que o balneário luso está pronto para continuar a reforçar a sua identidade e somar mais um triunfo numa caminhada que tem sido de excelência — cinco vitórias e um empate nos primeiros seis jogos.
«Temos uma forma de jogar muito própria, muito vincada, e é isso que nos importa mais, a nossa equipa, a nossa identidade e os nossos jogadores. A Escócia é uma equipa que nos vai colocar outros problemas que o Azerbaijão não nos colocou, mas vamos estar preparados. É um adversário que pode jogar em 4x3x3 ou 5x3x2, temos os dois sistemas vistos. Temos a nossa estratégia alinhavada e vamos estar preparados. Temos um grupo com muita energia e alegria, que vai dando passos na direção que nós entendemos ser a melhor. Eles próprios também se conhecem melhor, deram mostras com o Azerbaijão de terem muita fome e acabámos por fazer um grande jogo e conquistar mais três pontos. A equipa está pronta para novos desafios», começou por dizer, na conferência de Imprensa realizada na tarde desta segunda-feira, na Cidade do Futebol.
Além dos 25 golos marcados neste apuramento, Portugal tem também o mérito de ainda não ter consentido qualquer tento, pelo que o registo é de elevados méritos. Freire distribui os louros: «A baliza a zeros é a consequência do trabalho coletivo. Desde o guarda-redes queremos jogar e desde o avançado queremos defender. Temos de ter a mentalidade de sermos uma equipa em todos os momentos. As oportunidades vão surgindo ao longo dos estágios e a equipa tem sido equipa no verdadeiro sentido da palavra. Claro que queremos ter mais futebol ofensivo do que estar propriamente muito tempo a defender, mas teremos jogos que vão fazer com que tenhamos de defender bastante. Mas o nosso ADN é tentar atacar o melhor possível para defender pouco tempo e conceder poucas oportunidades aos adversários.»
Olhando ao presente dos sub-21, muitos têm sido os jogadores a estrearem-se neste espaço e o selecionador explica as razões para o sucedido. «Ainda agora tivemos seis estreias neste escalão e isso também é um objetivo nosso, ter um grupo alargado, que permita que esta geração possa desenvolver-se no futebol português. Ao serem chamados valorizam-se, têm oportunidade de ser internacionais e com certeza que os clubes olham para os jogadores com mais atenção. Amanhã vamos analisar o que será melhor para ganharmos o jogo, mas contamos com todos. Se estão cá é porque têm valor por jogar por Portugal», afirmou, sem rodeios.
A caminhada está, de facto, a ser de elevado quilate, mas o percurso ainda não está concluído. Freire quer continuar a dar passos seguros para depois, sim, começar a pensar na fase final. E, quando chegar esse momento, será uma equipa com horizontes alargados.
«A qualificação é o que nos guia agora e é preciso confirmá-la. Estamos cheios de equipas candidatas e favoritas que depois não atingem os seus objetivos. Nós temos sido muito competentes. Em primeiro está a qualificação e se chegarmos à fase final, algo que estou convicto que vamos conseguir, vamos ser uma equipa que quer muito ganhar, isso é garantido. A nossa obrigação é dar o máximo por Portugal. Temos muito tempo para ver o que será o melhor para esse momento e primeiro temos de lá chegar. Depois falaremos sobre isso com mais exatidão», concluiu o técnico das esperanças nacionais.
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