Lewis Hamilton faz revelação surpreendente sobre início de carreira na Ferrari
Lewis Hamilton revelou que competiu com uma lesão no pescoço no início da temporada de 2025 da Fórmula 1, consequência de um acidente sofrido durante a pré-época.
O heptacampeão mundial sofreu um aparatoso despiste ao volante do SF-23 no segundo dia de um teste privado de três dias em Barcelona, em janeiro do ano passado. Este teste fazia parte da sua preparação para a época de estreia pela Ferrari.
O acidente marcou um início de vida pouco ideal como piloto da Ferrari, com a temporada de 2025 a revelar-se a pior das suas 19 na Fórmula 1. O piloto britânico terminou o campeonato na sexta posição, a 86 pontos do seu colega de equipa, Charles Leclerc, e viveu a primeira época da sua carreira sem um único pódio.
«Bati com muita força no muro o ano passado nos testes», afirmou Hamilton. «Desloquei uma das vértebras do pescoço, que atingiu o nervo. Por isso, não pude fazer muita coisa durante cerca de nove semanas. Tinha quiropráticos todos os dias, fisicamente não conseguia dormir», detalhou o piloto.
«Tomei analgésicos, tive de levar uma injeção, fiz tudo o que podia para tentar resolver. Era basicamente com isso que eu estava a tentar viver. Não é fácil na posição em que estamos no cockpit.»
Estas declarações do piloto de 41 anos surgem após ter conquistado a sua primeira vitória pela Ferrari, à 31.ª tentativa, na última corrida em Barcelona. Este triunfo acontece numa fase de recuperação para Hamilton, que tem beneficiado de um carro da Ferrari desenvolvido com o seu contributo e de ajustes na equipa que o rodeia.
Atualmente, o heptacampeão mundial encontra-se a 41 pontos do líder do campeonato, Kimi Antonelli, e com nove pontos de vantagem sobre o terceiro classificado, George Russell, que o considerou uma «grande ameaça» na luta pelo título.
No entanto, na antevisão do Grande Prémio da Áustria deste fim de semana, Hamilton confirmou que, apesar do regresso à boa forma, não está a pensar na luta pelo campeonato. «Estou apenas a pensar em chegar e querer vencer este fim de semana, esse é o meu objetivo», acrescentou.
«É para isso que tenho trabalhado toda a semana, na semana passada e nesta. Não tenho tido jantares. É cabeça baixa com os sacrifícios que é preciso fazer para garantir que se chega a 100% para poder corresponder a estas pessoas. Especialmente sabendo o alcance que o impacto e as decisões que tomo no carro e o que fazemos aqui têm. São essas as coisas em que penso», concluiu.