Lenda italiana rende-se a Amorim: «Mudou a mentalidade do Milan»
Gianluca Zambrotta é um dos homens que melhor conhece o duelo entre Juventus e Milan. O antigo internacional italiano vestiu as duas camisolas ao longo da carreira — somou 297 jogos pela vecchia signora e 107 pelos rossoneri — e conquistou três Scudetti, além do Mundial 2006. À porta de mais um clássico, este domingo, vê um duelo equilibrado entre duas equipas que chegam com o pleno de pontos, mas não esconde a preferência pelo trabalho desenvolvido por Ruben Amorim.
«Gostei da mudança de mentalidade que já conseguiu implementar. Revolucionou a equipa com um trabalho diferente daquele de Allegri: procura uma pressão mais alta, cria muito mais e esses são passos importantes», elogiou Zambrotta, em entrevista à Gazzetta dello Sport.
Quanto ao clássico, Zambrotta reconhece uma ligeira vantagem à Juventus pelo facto de jogar em casa, mas admite ter gostado mais do Milan até ao momento. «A Juventus joga em casa e, por isso, terá uma pequena vantagem, mas vi o Milan melhor. Porém, num grande jogo tudo muda: as motivações, o estádio cheio, uma semana em que só se fala desta partida. Quando chegam estes jogos, não conta a condição, mas a mentalidade, e a motivação surge automaticamente.»
O antigo jogador também analisou os reforços do Milan. Destacou a contratação de Gila, «um defesa forte e com personalidade», e falou de Gonçalo Ramos, apesar dos golos que o avançado ainda desperdiçou. «Gostei do trabalho feito pelo Gonçalo Ramos: também é preciso estar na condição de criar as oportunidades de golo e depois espera-se que concretize mais», explicou.
«Este Milan agrada-me, começou muito bem e tem grandes margens de melhoria. O Pulisic está de fora, o Rabiot ainda não está nas melhores condições físicas...», apontou.