Sporting derrota Benfica e ergue o primeiro troféu da temporada
Apesar de a equipa de futebol do Sporting estar a jogar à mesma hora — em Alvalade, diante do Nacional (2-0) —, os adeptos leoninos compareceram em força ao Pavilhão de Desportos de Vila do Conde e até o dividiram bem (em cores, pelos menos) com os benfiquistas.
Com Jorge Braz presente, Tomás Paçó foi o primeiro a mostrar-se ao selecionador nacional, com um remate ao poste ao terceiro minuto de jogo (Léo Gugiel ainda defendeu), numa reedição da final do ano passado, que os verdes e brancos venceram por 6-1.
Dessa fase inicial da partida, sobressaiu a índole faltosa do Benfica. Aos cinco minutos, os encarnados já levavam… cinco, enquanto o Sporting tinha cometido apenas uma, num dérbi eterno que, já se sabe, é sempre muito intenso.
O reforço Cléber Souza foi o primeiro da formação orientada por Cassiano Klein a levar perigo à baliza sportinguista, aos 6’. O canarinho fez a bola passar muito perto do poste esquerdo da baliza de Bernardo Paçó. Dois minutos depois, foi Rúben Góis a tentar, mas apanhou pela frente um gigante Bernardo Paçó.
Depois (14’) foi Kutchy a tentar e, apesar da insistência benfiquista, foram os verdes e brancos a adiantar-se no marcador aos 16’. Tomás Paçó aproveitou uma sequência de maus alívios dos adversários e, sem modas nem preparação, atirou para o 1-0, com a bola a passar por baixo das pernas de Léo Gugiel.
A vantagem leonina não demorou muito e Afonso Jesus empatou a partida aos 19'. O capitão recebeu um passe, pela esquerda, de Rúben Góis e, de primeira, fuzilou a baliza de Bernardo Paçó.
A seguir, o mesmo protagonista esteve muito perto de fazer o 2-0. De fora da área, o jogador rematou forte e acertou no mesmo ferro que já tinha castigado no terceiro minuto do jogo.
Mesmo que a alta intensidade se tenha mantido na etapa complementar e que as oportunidades tenham aparecido, nenhuma das equipas conseguiu chegar ao golo — válido, pelo menos…
O momento mais polémico desta Supertaça aconteceu aos 31’. O Benfica marcou, mas… não valeu. O árbitro assinalou que Carlos Monteiro fez o tento com o braço. Benfiquistas muito contestaram, mas de nada valeu.
Apesar das várias chances de parte a parte, tantos os campeões nacionais — Benfica — como os finalistas vencidos da Taça de Portugal (pelas águias) — Sporting — não mais voltaram a encontrar-se com a baliza, no tempo regulamentar.
No prolongamento, um erro e dois golos fizeram a diferença. Aos 44’, Wesley aproveitou um tremendo disparate de André Correia, que perdeu a bola no seu meio-campo ofensivo, e dali mesmo (atrás do meio-campo, portanto) meteu a bola na baliza para fazer voltar a pôr a equipa de Nuno Dias em vantagem.
Galvanizados pelos adeptos, os leões logo chegaram ao 3-1 e resolveram a final, quando Filipe Valério finalizou com potência uma bela jogada dos leões, aos 45'.
Na raiva (e num belo momento individual), Pany Varela ainda reduziu (47’), mas não foi suficiente para alegrar os adeptos da Luz.
Nuno Dias, treinador do Sporting
Cassiano Klein, treinador do Benfica
Todos os cinco golos da final
🎥 Todos os 5️⃣ golos da #SupertaçaPlacard conquistada pelo Sporting CP 🦁 #Canal11 #FutebolEmPortuguês pic.twitter.com/YeCAaIREzJ
— Canal 11 (@Canal_11Oficial) September 5, 2026