Felipe Valério marcou o terceiro dos leões - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA
Felipe Valério marcou o terceiro dos leões - Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Sporting derrota Benfica e ergue o primeiro troféu da temporada

Numa reedição da final do ano passado, os leões voltaram a sorrir diante das águias e venceram por 3-2. O jogo foi apenas decidido no prolongamento.

Apesar de a equipa de futebol do Sporting estar a jogar à mesma hora — em Alvalade, diante do Nacional (2-0) —, os adeptos leoninos compareceram em força ao Pavilhão de Desportos de Vila do Conde e até o dividiram bem (em cores, pelos menos) com os benfiquistas.

Com Jorge Braz presente, Tomás Paçó foi o primeiro a mostrar-se ao selecionador nacional, com um remate ao poste ao terceiro minuto de jogo (Léo Gugiel ainda defendeu).

Dessa fase inicial da partida, sobressaiu a índole faltosa do Benfica. Aos cinco minutos, os encarnados já levavam… cinco, enquanto o Sporting tinha cometido apenas uma, num dérbi eterno que, já se sabe, é sempre muito intenso.

O reforço Cléber Souza foi o primeiro da formação orientada por Cassiano Klein a levar perigo à baliza sportinguista, aos 6’. O canarinho fez a bola passar muito perto do poste esquerdo da baliza de Bernardo Paçó. Dois minutos depois, foi Rúben Góis a tentar, mas apanhou pela frente um gigante Bernardo Paçó. 

Depois (14’) foi Kutchy a tentar e, apesar da insistência benfiquista, foram os verdes e brancos a adiantar-se no marcador aos 16’. Tomás Paçó aproveitou uma sequência de maus alívios dos adversários e, sem modas nem preparação, atirou para o 1-0, com a bola a passar por baixo das pernas de Léo Gugiel.

A seguir, o mesmo protagonista esteve muito perto de fazer o 2-0. De fora da área, o jogador rematou forte e acertou no mesmo ferro que já tinha castigado no terceiro minuto do jogo.

Mesmo que a alta intensidade se tenha mantido na etapa complementar e que as oportunidades tenham aparecido, nenhuma das equipas conseguiu chegar ao golo — válido, pelo menos…

O momento mais polémico desta Supertaça aconteceu aos 31’. O Benfica marcou, mas… não valeu. O árbitro assinalou que Carlos Monteiro fez o tento com o braço. Benfiquistas muito contestaram, mas de nada valeu.

Apesar das várias chances de parte a parte, tantos os campeões nacionais — Benfica — como os finalistas vencidos da Taça de Portugal (pelas águias) — Sporting — não mais voltaram a encontrar-se com a baliza, no tempo regulamentar.

No prolongamento, um erro e dois golos fizeram a diferença. Aos 44’, Wesley aproveitou um tremendo disparate de André Correia, que perdeu a bola no seu meio-campo ofensivo, e dali mesmo (atrás do meio-campo, portanto) meteu a bola na baliza para fazer voltar a pôr a equipa de Nuno Dias em vantagem.

Galvanizados pelos adeptos, os leões logo chegaram ao 3-1 e resolveram a final, quando Filipe Valério finalizou com potência uma bela jogada dos leões, aos 45'.

Na raiva (e num belo momento individual), Pany Varela ainda reduziu (47’), mas não foi suficiente para alegrar os adeptos da Luz.

Nuno Dias, treinador do Sporting

Se é para sair vencido, que seja assim, de cabeça erguida. Hoje entregámos tudo, jogámos no limite. Foi muito equilibrado. O Sporting é um justo vencedor, mas se o Benfica tivesse vencido também seria justo. Sobre o golo invalidado ao Benfica, a arbitragem portuguesa é das melhores do mundo. Não é fácil arbitrar um jogo destes. Eu já fui árbitro e sei que não é um lance fácil. Mas, se fosse validado, não chocaria ninguém.

Cassiano Klein, treinador do Benfica

Seria muito injusto, se o jogo fosse para penáltis. Fizemos mais do que o suficiente para não permitir que a partida fosse para prolongamento sequer. Apesar do equilíbrio, é verdade, faltou-nos eficácia. Ainda assim, esta vitória é tão justa como difícil, pelas dificuldades que o Benfica nos criou. Já tínhamos saudades de erguer um troféu internamente, mas já estamos a pensar no que vem a seguir.

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