Especialista em arbitragem d'A BOLA analisa duelo entre Rodrigo Andrade e o extremo argentino aos 22'

A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Marítimo-Benfica

Boa arbitragem em relvado impróprio. Sérgio Guelho decidiu sempre bem, dentro e fora das áreas, com boa gestão disciplinar. Assistentes em bom plano ao nível dos foras de jogo

13’: sem cartão. Há, inicialmente, uma carga apenas com o ombro direito, mas depois Paulo Henrique abre o seu braço direito e empurra Alexander Bah, que acaba por cair e lesionar-se ao chocar com os fotojornalistas. Empurrão apenas imprudente. Livre direto sem amarelo.

13'

14’: relvado. O estado do terreno, que esta semana foi tão falado na sequência de outros relvados com pouca qualidade, mostrou-se desde cedo em condições duvidosas. Para além de a bola saltitar em vez de rolar, também foi tendo tufos que se foram soltando. Pavlidis em ação.

14'

22': sem penálti. Rodrigo Andrade coloca a mão no peito de Prestianni, que, sentindo esse contacto, deixa-se cair de imediato. Não houve agarrão ou puxão, além do contacto ter sido rápido e inconsequente. Fica ainda a ideia de que o início da ação, local onde se assinalam as faltas, foi fora da área.

22'

39’. Danilovic agarrou e puxou com o braço direito por trás a manga esquerda da camisola de Rafa de forma persistente e ostensiva, levando à queda do avançado dos encarnados. Cartão amarelo bem mostrado por este comportamento antidesportivo.

Positivo

Os árbitros assistentes quer no golo anulado quer no terceiro golo dos encarnados. Bem o árbitro em dois lances na grande área sem penálti.

41’ Sudakov, sem a bola estar no local, carregou por trás e desequilibrou Raphael Guzzo, impedindo que este pudesse continuar a correr e recebesse um eventual passe. Uma falta tática bem sancionada disciplinarmente com cartão amarelo.

42’ Cartão amarelo para Igor Julião por infringir com persistência as leis de jogo. O lateral direito do Marítimo entra em salto sobre Pavlidis, derrubando-o. Curiosamente, tinha acabado de cometer a terceira falta no jogo.

45’ O árbitro deu apenas um minuto de tempo extra, para recuperação de tempo perdido, que foi claramente desajustado, em função dos incidentes ocorridos no primeiro tempo. Tivemos um golo, três cartões amarelos, uma ida ao banco para repreensão de um elemento técnico (Gonçalo Santos, adjunto de Marco Silva) e uma substituição. A lesão de Bah e a respetiva assistência médica até aconteceram fora das quatro linhas, mas entre a falta que sofreu (12'45'') e o recomeço do jogo (14`07”) demorou no total 1` 22”.

51’: sem penálti. Após a execução de um livre a favor dos insulares, nas habituais marcações individuais dentro da área das águias, há um momento em que Lenglet, por trás, coloca as duas mãos sobre os ombros/braços de Danilovic. Contacto inconsequente e sem falta.

51'

61’ Tomás Araújo viu cartão amarelo por agarrar e puxar a camisola do seu adversário de forma antidesportiva e persistente com a mão esquerda.

63’: fora de jogo. Golo bem anulado à equipa do Benfica, pois, no momento do passe que isolou Pavlidis, que depois finalizou a jogada, o grego estava 87 centímetros adiantado em relação ao penúltimo adversário. Bem o assistente a anular o golo, decisão confirmada depois pelo VAR.

63'

64’ Pediu-se segundo amarelo para Igor Julião, mas sem razão. O jogador insular esticou a perna direita, tocou na bola e só depois há o contacto com o pé direito de Prestianni, que também esticou a perna na direção da bola. O árbitro deu pontapé de canto, e bem, porque não há falta e a bola saiu em ato contínuo pela linha de baliza.

Negativo

O estado do relvado. Liga, Federação e clubes têm de arranjar uma solução viável para que não existam jogos com estas condições.

66’ Cartão amarelo bem mostrado a Alessandro Circati por, de forma persistente e deliberada, ter agarrado e puxado o seu adversário quando este tentava uma saída em contra-ataque pelo corredor direito do ataque, após passar a linha do meio-campo. Boa decisão disciplinar.

71’: legal. No segundo golo das águias não há qualquer infração à lei do fora de jogo, pois, no momento da assistência de Pavlidis para Leandro Barreiro, este estava atrás do penúltimo adversário, tendo a sua posição validada por 55 centímetros.

71

90’ Foram dados três minutos de tempo extra, para recuperação de tempo perdido. Uma vez mais pouco para as incidências do segundo tempo, pois foram mostrados dois cartões amarelos, houve dois golos, com espera para avaliação do VAR, além do golo anulado, e ainda tivemos quatro paragens para substituições onde entraram oito jogadores.

Nota do árbitro Sérgio Guelho: 7

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