Leilão do Estádio do Bessa suspenso por 15 dias
A administradora de insolvência do Boavista pediu ao tribunal a suspensão por 15 dias da venda do Estádio do Bessa e de outros imóveis do clube, adiando o leilão desses ativos. Após esse período, o processo de venda será retomado, com mais cinco dias para apresentação de licitações.
No requerimento, Maria Clarisse Barros, administradora de insolvência no processo do Boavista, comunica ao Juízo de Comércio de Vila Nova de Gaia que adere à suspensão da venda dos principais imóveis afetos à insolvência, incluindo o Estádio do Bessa e o terreno adjacente. A decisão surge depois de ter analisado os requerimentos apresentados pela credora «Merecida Narrativa, Lda.» e pelo credor «SACYR - Somague, S.A.», presidente da comissão de credores.
A suspensão incide sobre o estádio e os terrenos envolventes, considerados património central da massa insolvente. Ficou definido que a venda ficará parada durante 15 dias, findos os quais a diligência de leilão prosseguirá os seus termos, com a fixação de um período adicional de cinco dias para apresentação de novas licitações.
De recordar que esta terça-feira, o Tribunal de Gaia indeferiu o pedido da Direção do Boavista para travar o leilão, justificando a ausência de um plano para solucionar os problemas imediatos do clube. A intervenção da administradora de insolvência deixa assim uma pequena folga para o Boavista respirar e procurar parceiros.
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