Um dérbi que serviu para animar a malta. E o campeonato (crónica)
A luta pelo scudetto em Itália ainda não é um livro fechado. O Milan tinha a obrigação de vencer o dérbi de Milão frente ao rival Inter e assim o fez, ganhando por 1-0 uma partida não muito bem jogada, mas com a intensidade dos jogos em que é proibido dar menos que cem por cento.
Sem Marcus Thuram e o lesionado Lautaro Martínez, o líder da Serie A entrava diminuído na sua frente de ataque e disso se ressentiu a equipa de Cristian Chivu, que durante a maior parte da partida nunca aproveitou os lances criados pelos flanqueadores e materializá-los no coração da área.
À exceção de um remate perigoso de Modric aos 3’, após um passe errado do guarda-redes Sommer, a primeira meia hora do jogo foi marcada pelo encaixe das duas equipas (ambas apresentando três centrais), sem conseguirem romper as linhas adversárias no último terço.
Massimiliano Allegri apostou na dupla de avançados móvel formada por Pulisic e Rafael Leão, mas apenas o norte-americano teve intervenção proativa – o português esteve muito apático, denotando não estar nas melhores condições físicas.
Coube ao Inter a primeira grande oportunidade: aos 33’, Mkhitaryan conseguiu progredir pelo centro do terreno e de forma surpreendente viu-se de frente para Maignan, já na área, mas permitiu a defesa do guardião francês.
O lance parece ter acionado o despertador dos rossoneri porque dois minutos depois a formação da casa foi capaz de desenhar uma jogada que vem nos livros: variou rapidamente de flanco, da direita para a esquerda e Fofana, surpreendentemente, fez um passe ao nível do colega Modric para deixar Estupiñan em zona de remate. O equatoriano não desperdiçou: tiro ao ângulo sem hipótese.
Esperava-se uma resposta dos nerazzurri no imediato ou após o intervalo. Mas a boa organização defensiva do Milan e uma certa previsibilidade do Inter redundaram em muitas bolas lançadas para a área a apanhar Pavlovic e companhia de frente. Resultado: Maignan poucas defesas fez. E o resultado não sofreu alterações porque o Milan também não teve a capacidade de aproveitar os contra-ataques, culpa de um Rafael Leão que esteve longe de ser letal.
Mas sorriu como os outros no final. Ganhar o derbi della madonnina é sempre um momento alto da época. E como consequência voltou a animar o campeonato: são agora sete os pontos de desvantagem para o rival quando faltam 10 jornadas para o final.
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