Lamine Yamal revalou que ainda não pode fazer 90 minutos  - Foto: Imago
Lamine Yamal revalou que ainda não pode fazer 90 minutos - Foto: Imago

Depois do empate surpreendente diante de Cabo Verde, a seleção espanhola entra em campo frente à Arábia Saudita obrigada a vencer para manter vivas as aspirações no Mundial. Apesar das expectativas em torno do seu regresso, Lamine Yamal pediu calma quanto à sua utilização, garantindo que ainda está a cumprir um processo de adaptação após lesão.

Em entrevista à RTVE, o jovem extremo admitiu que não está preparado para disputar os 90 minutos. «É muito cedo, é desnecessário. Tenho um processo de adaptação e não é o momento para jogar um jogo inteiro, mas posso jogar os minutos que o mister quiser», afirmou.

O internacional espanhol confessou também que a possibilidade de falhar o Mundial esteve sempre presente nos pensamentos durante a recuperação. «Todos os jogadores pensam no Mundial quando se lesionam nesta fase da época, felizmente, os médicos disseram-me que chegava sem problemas e agora estou feliz por estar aqui», concluiu.

Yamal abordou ainda a sua crescente notoriedade internacional, especialmente nos Estados Unidos, mas garantiu manter os pés bem assentes na terra.

«Se as pessoas gostam de me ver jogar, é porque consigo fazer coisas dentro do campo que as emocionam», referiu.

Comparado frequentemente a algumas das maiores figuras do futebol mundial, o jogador destacou que privilegia o sucesso coletivo em detrimento dos números individuais. «Quero desfrutar e ganhar, não quero marcar 16 golos e ser eliminado nas meias-finais», acrescentou.

Questionado sobre Lionel Messi, deixou uma declaração de admiração pelo capitão argentino. «Messi demonstra em cada jogo que é o melhor da história. Se alguém tem dúvidas, é porque as procura», salientou. Ainda assim, fez questão de recordar a sua principal referência futebolística: «O meu ídolo é o Neymar, mas Messi é melhor», referiu.

Sobre um possível encontro com a Argentina nas fases a eliminar, Yamal mostrou ambição ao dizer que «para ganhar o Mundial» há que «vencer os melhores».

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