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Está no Mundial 2026, mas admite: «Passei um ano de merda»
Nico Williams confessa ter vivido uma temporada de desespero devido a uma pubalgia que o levou mesmo às lágrimas. O jogador do Athletic Bilbao recorda o período difícil, mas garante que a lesão faz parte do passado e que aprendeu muito com o sofrimento.
Totalmente recuperado, o internacional espanhol afirma, em entrevista à Marca, estar pronto para ajudar a seleção orientada por Luis de la Fuente. Embora admita que ainda lhe falta ritmo competitivo, mostra-se disponível para contribuir e ajudar a equipa a recuperar o estatuto de favorita, abalado após o empate na estreia contra Cabo Verde (0-0).
«Estou muito bem. Tenho muita vontade, estou agradecido por estar aqui e muito contente por continuar a treinar e a recuperar a forma», afirmou o jogador, deixando a sua utilização ao critério do selecionador. «Isso é o mister que decide. Se me der a oportunidade, será bem-vinda. Estarei sempre preparado», acrescentou, garantindo que os adeptos podem esperar o seu futebol desequilibrador de sempre, assim que recuperar o ritmo de jogo.
Após uma temporada marcada por problemas físicos, o jogador descreve o último ano como «muito duro». Uma pubalgia, seguida de uma lesão no isquiotibial, impediu-o de ter a continuidade desejada. «São situações que não desejo a ninguém: querer e não poder», desabafou, admitindo ter chorado mais do que uma vez durante o calvário. «Chorei mais do que um dia! Se tivesse sido só um! Passei muito mal. Foram meses muito duros, um ano de merda. Não o desejo nem ao meu pior inimigo!»
A frustração foi tal que o levou a extremos. «Queria treinar e jogar, mas a lesão não mo permitia. Cheguei a treinar e a competir infiltrado para poder continuar», revelou. No entanto, vê agora essa fase como superada e uma fonte de aprendizagem. «Felizmente, já deixei para trás essa etapa, que também me ajudou a aprender e a cuidar-me melhor», admitiu.
O jogador sente-se em dívida para com os adeptos do Athletic, especialmente por se tratar de uma «temporada muito entusiasmante» na qual renovou contrato (era cobiçadao pelo Barcelona) e a equipa disputava a Champions com «um dos melhores planteis dos últimos anos». Garante que fará «tudo o que estiver ao seu alcance» para chegar «muito melhor fisicamente na próxima temporada».
Após o empate inicial no Mundial, Nico Williams assegura que o grupo permanece tranquilo e ambicioso. «Ninguém quer empatar; queremos ganhar. Somos um grupo muito ambicioso e há muitas expectativas em nós. É melhor que aconteça agora e não mais à frente. A equipa está muito concentrada e com muita vontade para o próximo jogo», sublinhou, mostrando-se convicto de que a equipa dará uma resposta diferente.
Recordando a sua primeira convocatória para um Mundial, em 2022, descreve o momento como surreal. «Estava a ver a convocatória com os meus amigos e, quando ouvi o meu nome, fiquei paralisado. Não reagi, porque não acreditava», contou. A estreia pela seleção principal tinha acontecido pouco antes, em Braga. Jogar esse torneio ao lado do irmão foi «ainda mais especial», e agora, após o ano difícil que viveu, valoriza «ainda mais» a oportunidade de disputar outro Mundial.