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Konaté responde a Yamal e promete vingança
A eliminação frente à Espanha nas meias-finais do Mundial continua a ser difícil de digerir para a seleção francesa. Esta sexta-feira, o defesa Ibrahima Konaté respondeu às provocações de Lamine Yamal, garantindo que haverá um reencontro em campo para acertar contas: « A Espanha foi simplesmente melhor. Se eles estão a entrar na nossa cabeça? Não, não estão. Abstraímo-nos de tudo o que dizem. E, além disso, foi apenas um jogador que falou. É algo que nos alimenta, que nos permite ter um desempenho melhor. Mas esta não é o final da nossa carreira, vamos ter de nos reencontrar. Veremos nesse momento.»
Recorde-se que as provocações de Lamine Yamal começaram ainda antes da meia-final, com publicações a recordar golos marcados aos franceses. Após a vitória, o espanhol publicou um vídeo nas redes sociais onde dizia, em francês, «pardon, pardon».
Esta foi a terceira derrota consecutiva da França frente à Espanha, depois de desaires no Euro 2024 e na Liga das Nações de 2025. Konaté analisou este historial negativo, reconhecendo a superioridade espanhola em ocasiões anteriores. «Na primeira, no Euro, a Espanha esteve por cima de nós. Na Liga das Nações, o contexto era diferente: tínhamos uma equipa com jogadores novos, pouco entrosamento, e aquela Espanha foi ainda melhor do que a que defrontámos esta semana, com Yamal e Nico Williams a 100%. Desta vez, jogámos mal contra eles, não o nego, mas o Yamal não estava a 100%», avaliou o defesa.
Apesar da desilusão, Konaté sublinhou a importância de lutar pelo terceiro lugar no pódio do Mundial, algo que a França não disputava há 40 anos. A seleção gaulesa já esteve nesta posição por três vezes, vencendo em 1958 e 1986 e perdendo em 1982. «É claro que este não era o nosso objetivo, mas motivamo-nos e apoiamos-nos. Temos um dever como franceses e como jogadores da seleção. Representamos a França, é o sonho de muita gente vestir esta camisola e cantar a Marselhesa. Sim, temos um dever e vamos respeitá-lo até ao fim», afirmou.
O jogador admitiu ainda a dificuldade em processar a eliminação. «É muito difícil de digerir. É algo em que pensamos o tempo todo desde a derrota. É muito duro vir a dois Mundiais e perder um na final e outro na meia-final. É cruel não termos conseguido fazer nada contra a Espanha», concluiu Konaté, remetendo para o selecionador questões táticas mais aprofundadas.