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Como Deschamps motiva a França para o jogo que ninguém quer jogar
Após a desilusão da derrota por 1-2 com a Espanha nas meias-finais do Mundial 2026, o selecionador de França, Didier Deschamps, admitiu que a eliminação ainda «dói», mas pediu aos jogadores que se foquem no jogo de atribuição do terceiro lugar contra a Inglaterra, agendado para sábado, em Miami.
A seleção francesa regressou aos treinos ainda a recuperar do afastamento da final, mas com a missão de terminar a competição da melhor forma. Em declarações aos meios de comunicação oficiais da seleção, Deschamps não escondeu a frustração na última competição à frente dos «bleus».
«A desilusão está à altura das nossas ambições, mas também temos de aceitar, não há outra escolha», afirmou. «Encontrámos uma equipa de Espanha muito boa, que elevou o seu nível. Foi isso ou fomos nós que estivemos um pouco abaixo?», questionou.
Deschamps reconheceu que a equipa não esteve à altura do objetivo traçado, mas virou imediatamente a atenção para o próximo desafio. «Não cumprimos o objetivo que queríamos e esperávamos. Temos outro encontro à nossa espera. Não é no domingo (dia da final), é no sábado. Temos de, obviamente, superar esta enorme desilusão. O nosso dever é dar tudo no sábado, porque é o último jogo da competição.»
O selecionador francês insistiu que, apesar da dor da derrota, é preciso virar a página e encarar o jogo com a Inglaterra com a máxima seriedade. «Há um momento para tudo, isto é o alto nível», acrescentou. «Os jogadores já viveram outros momentos difíceis, derrotas, eliminações. Quando se é competitivo, tem-se essa vontade e, claro, quando não se atinge o objetivo, tem de doer e ainda bem que dói.»
Por fim, Deschamps reforçou a obrigação de honrar a camisola e os adeptos, deixando claro que o jogo contra os «amigos ingleses» não é um particular. «Há um terceiro lugar em disputa, por isso vamos fazer tudo para o conquistar. Temos esse dever para connosco, para com o que esta camisola representa e para com todas as pessoas que nos apoiaram e vibraram connosco. Há muitos desiludidos, claro, mas há um jogo. Não é um jogo amigável. OK, não vai mudar a vida deles, mas todos os jogadores têm de ter esse dever.»