«Klopp? Como motivas alguém em Leipzig se estás em Salzburgo e amanhã no Brasil?»
Uli Hoeness, presidente honorário do Bayern, critica a decisão de Jurgen Klopp de aceitar o cargo de diretor global de futebol da Red Bull, depois de ter deixado o Liverpool, no verão de 2024.
«Este não é um papel que lhe assenta. Jurgen Klopp tem de estar no campo de futebol! Não é alguém que voa pelo mundo a dar palestras. A sua maior força reside nas suas capacidades interpessoais, na forma como consegue motivar os jogadores. Mas como podes motivar alguém em Leipzig se estás em Salzburgo e depois voas para o Brasil?», questionou o antigo internacional alemão numa entrevista ao Bild.
Hoeness confirmou também que em 2008 quis contratar Jurgen Klopp para o Bayern: «Já tínhamos chegado a um acordo com ele. Liguei-lhe quando ainda estava no Mainz e perguntei: 'Consegues imaginar-te a treinar o Bayern?'. E ele respondeu: 'Sim, claro'. Mas, no final, optámos por Jurgen Klinsmann, que nos tinha sido sugerido por Karl-Heinz Rummenigge», contou.
Na altura, Hoeness era o presidente do campeão alemão e Karl-Heinz Rummenigge era diretor executivo do clube. Klinsmann revelou-se então uma má escolha. O antigo selecionador da Alemanha no Mundial de 2006 teve uma temporada 2008/2009 abaixo das expectativas, o Bayern perdeu o título e o técnico foi demitido.
Na mesma entrevista, o dirigente de 74 anos falou também sobre o atual treinador dos bávaros. «Vincent Kompany, para nós, é como se tivéssemos ganhado a lotaria», sublinhou.
«Conseguiu exatamente o que Thomas Tuchel, que considero um homem muito inteligente, não tinha conseguido connosco. Vincent teve imediatamente uma ligação e uma paixão pelos seus jogadores e nunca pediu para lhe trazermos jogadores», revelou.
«Sinaliza os problemas internos, mas nunca os abordaria publicamente. É assim que fortaleces os teus jogadores em vez de os enfraqueceres. É o treinador mais popular do Bayern em muito tempo», acrescentou.