Shyela García, do canal Win Sports, deixa ainda avisos a Portugal para o duelo deste sábado...

Jornalista colombiana que chorou por Ronaldo avisa Portugal: «Vocês são favoritos, mas…»

Sheyla García, o rosto que se tornou viral ao emocionar-se com o capitão luso, confessa a A BOLA o impacto da aura de Cristiano e projeta um duelo fechado e tático, sábado, em Miami

PALM BEACH GARDENS — Há momentos que escapam ao controlo da frieza jornalística e se instalam no território da emoção pura. Sheyla García, reputada jornalista colombiana do canal Win Sports, sabe-o melhor do que ninguém.

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Acompanhada diariamente pelo seu irmão atrás da câmara na cobertura da Seleção de Portugal neste Mundial 2026, Sheyla viu o seu nome correr o mundo e tornar-se viral após o treino aberto do passado dia 13. Ao ver Cristiano Ronaldo ao longe, a jornalista não conteve o fôlego, chamou pelo craque e, quando este lhe retribuiu o gesto com um aceno, desatou a chorar (como pode ver na publicação da mesma aqui em baixo).

Quinze dias depois, com o reencontro no horizonte, a jornalista partilhou com A BOLA a intensidade dessa memória e projetou o escaldante Colômbia-Portugal que se joga no próximo sábado, dia 27, em Miami.

Convidada a olhar para as imagens que captaram a sua reação no telemóvel, Sheyla esboça um sorriso cúmplice, confessando que a comoção ainda mexe com ela. «Ainda me toca muito. Olhava agora para o vídeo e parecia mentira estar a reviver isto», assume, com a voz embargada e os olhos brilhantes.

Confrontada com o turbilhão de sensações daquele dia, a repórter colombiana procura as palavras certas para justificar o impacto do camisola 7 português. «Creio que ainda não encontro forma de descrever, mas acho que a aura do Cristiano tem algo que te leva a olhá-lo e a dizer: este homem é outra coisa. Desde a parte física até à nobreza dele... Nunca o tinha visto tão perto, nem num jogo, e saber desde manhã que o ia ver e conhecer emocionava-me.»

Sheyla e o irmão, repórter de imagem, foram a equipa da colombiana 'Win Sports' que diariamente faz a cobertura dos trabalhos da Seleção de Portugal - Foto: MIGUEL NUNES

«Mas não pensei que me fosse comover desta maneira. Quando ele olhou e eu lhe disse "Cristiano, Colômbia!", ele reagiu com aquela nobreza. Aí senti o mundo em cima de mim. Foi o momento do Mundial, o momento da vida», confessa a jornalista.

Esta experiência transformadora ganhou contornos ainda mais especiais pelo cenário que a jornalista encontrou no quartel-general luso. Com a bagagem de quem já cobriu três Mundiais e seis edições da Copa América, Sheyla García faz questão de elogiar a organização e o acolhimento da FPF no tratamento à comunicação social.

São dezenas os jornalistas estrangeiros que acompanham diariamente a Seleção em Palm Beach - Foto: MIGUEL NUNES
São dezenas os jornalistas estrangeiros que acompanham diariamente a Seleção em Palm Beach - Foto: MIGUEL NUNES

«O meu primeiro dia a cobrir Portugal foi no dia em que o Vitinha falou aos jornalistas. Quando entrei nesta ‘Casa de Portugal’, abri a porta e vi este espaço, com tanta tranquilidade, ar condicionado, alimentação, hidratação e uma organização tão cuidada, olhei para a câmara e disse para mim mesma: «São os favoritos!» Nunca tinha estado com uma Seleção que cuidasse e atendesse tão bem o jornalista. O vosso carinho e formalidade são muito parecidos connosco», destaca, orgulhosa.

O afeto profissional, contudo, terá uma pausa inevitável quando a bola rolar no Hard Rock Stadium para a decisão do Grupo K. Antecipando o embate tático entre as duas nações, Sheyla antevê uma partida trancada, cujo desenho final dependerá muito da forma como o Uzbequistão e o Congo reagirem nesta jornada.

Na sua perspetiva, a Colômbia encara Portugal como o teste de fogo ideal para resgatar o seu melhor futebol coletivo. «Acho que vai ser um jogo muito fechado, por causa da necessidade de ambas as equipas. Não acredito que seja um jogo de muitos golos. E a Colômbia também precisa de um rival como Portugal para deixar para trás esse capítulo recente de debilidade futebolística», atira a jornalista.

Ronaldo durante o treino da Seleção em Palm Beach - Foto: MIGUEL NUNES

«A Colômbia precisa de voltar a crescer contra as potências — e esse vai ser um capítulo muito especial para nós, com o Lucho Díaz, o James Rodríguez e todo o grupo colombiano», vinca Sheyla.

Colombiana da cabeça aos pés, mas rendida ao profissionalismo e à simpatia que encontrou na comitiva lusa, a repórter da Win Sports despede-se com uma promessa de fidelidade à boleia do talento português, mesmo sabendo onde residem as suas raízes.

«Que bom poder acompanhar a Seleção de Portugal neste Mundial. Por mim, ia convosco até à final... Gostava de dizer isso, mas tenho a minha Colômbia ali! Mas vou convosco até onde puder», conclui, entre risos, carimbando o espírito de desportivismo e paixão que promete incendiar as bancadas de Miami.

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