John Textor demitido do grupo Eagle e com futuro incerto no Botafogo
John Textor foi demitido esta quarta-feira do seu cargo de diretor na Eagle Football Holding Bidco, uma decisão que partiu do fundo Ares, que é investidor. Este afastamento, que se segue à saída do Lyon, em junho, coloca agora em risco a posição do empresário norte-americano no clube brasileiro Botafogo.
A situação do empresário norte-americano agravou-se após uma tentativa falhada de recuperar o controlo do Lyon. Segundo a RMC e a AFP, o empresário terá procurado destituir dois administradores independentes, Stephen Welsh e Hemen Tseayo, numa manobra para afastar Michele Kang, que havia sido nomeada por Ares para a liderança do Eagle Football Group no verão passado, numa altura em que o Lyon enfrentava o risco de descida administrativa.
A tentativa de Textor foi considerada inválida pelo fundo de investimento Ares, que tinha colocado Welsh e Tseayo no conselho precisamente para contrabalançar o poder do norte-americano. Na sequência deste episódio, o conselho de administração decidiu pela demissão de Textor com efeitos imediatos.
Recorde-se que Ares foi o fundo que emprestou 425 milhões de euros a Textor para a aquisição do Lyon. Na prática, a influência do empresário no clube francês já era nula desde julho, altura em que foi marginalizado pelo seu credor. A sua presença na assembleia geral de acionistas do Lyon, agendada para esta quarta-feira, nunca esteve sequer prevista.
No que toca ao Botafogo, a posição de John Textor mantém-se, para já, inalterada. Contudo, os seus dias no clube brasileiro parecem contados, avança a Imprensa gaulesa. O empresário prometeu uma injeção de capital esta semana, numa altura em que o clube se encontra impedido de inscrever novos jogadores.
A permanência de Textor depende agora de uma decisão do conselho de administração da SAF (Sociedade Anónima de Futebol) ou do tribunal do Rio de Janeiro, que são as únicas entidades com poder para o afastar definitivamente do cargo.