Jardim desvaloriza reação de Pedro: «Até tenho dores nas costas do abraço dele»
Após a vitória sobre o Bragantino, que dilatou a vantagem do Flamengo na liderança do Brasileirão, o treinador Leonardo Jardim analisou o encontro e desdramatizou a reação de Pedro ao ser substituído, elogiando o desempenho da equipa no final de uma exigente maratona de jogos.
Quando saía de campo com cara fechada, o avançado virou-se para o banco e questionou «Todos os jogos?», segundo foi possível perceber pela leitura labial.
O técnico português abordou a insatisfação demonstrada pelo avançado no momento da substituição, explicando que se trata de uma reação normal. «Ele queria ficar mais tempo dentro de campo, como é normal aos jogadores deste nível. Todos querem jogar os 90 minutos», afirmou Jardim, acrescentando com humor: «Ainda estou com dores nas costas do abraço dele. Tenho um carinho especial por ele, mas estou ali para tomar as decisões e achei que era o momento de escolhermos o Bruno para os duelos. Aqui no Flamengo, qualquer coisa é caso». O treinador confirmou que a alteração já estava planeada e desejou sorte a Pedro na seleção brasileira.
"O Pedro queria ficar mais tempo em campo. É normal, todos os jogadores deste nível gostam de ficar."
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) September 21, 2026
"Mas eu disse: 'Pedro, é a tua vez'. E ele sabe o quanto eu gosto dele. Ele sabe que é um jogador por quem eu tenho um carinho especial."
"Fico satisfeito que ele voltou aos…
Apesar do triunfo, o Flamengo voltou a mostrar dificuldades na finalização, um problema recorrente. A equipa criou inúmeras oportunidades para golear, mas o desperdício manteve a incerteza no resultado até ao fim. «Qualquer treinador quer uma equipa mais eficaz, mas a minha linha de trabalho é a criação. Depois disso vai dos jogadores», explicou. «Não é falta de atitude. Do outro lado tem um guarda-redes, hoje o Arrascaeta acertou na trave... Quanto mais criarmos, mais situações vamos finalizar».
O treinador considerou o resultado «muito justo» e elogiou a gestão do plantel durante um ciclo de quatro jogos em dez dias. «Conseguimos executar o plano perfeito de ter uma equipa fresca. Na parte final, foi mais com emoção do que por chances criadas», analisou.
Questionado sobre o estado do relvado do Maracanã, Jardim foi breve: «No último jogo, todos foram bem claros em relação ao relvado. O clube também entende isso e, com certeza, vão tentar fazer o melhor para que o relvado fique melhor. Essa é a parte deles, eu sou treinador».
Aproveitando a paragem para os compromissos das seleções, entre 21 de setembro e 6 de outubro, o Flamengo irá focar-se na recuperação de atletas e na preparação para a fase final do campeonato. «Não gosto de tranquilidade. Trabalho no futebol para não ter tranquilidade», declarou Jardim. O período servirá para recuperar jogadores com elevada carga de jogos, como Ayrton, e dar minutos aos menos utilizados, como Vitão e jovens da formação, através de um jogo-treino.
Por fim, abordou o desafio de gerir os jogadores que regressam das seleções, comparando a situação a alguém que vive 15 dias na casa de um vizinho e estranha as regras quando volta à sua. «Temos regras dentro da equipa e eles, na Data Fifa, convivem com outras», explicou, sublinhando a necessidade de encontrar soluções internas. «O Flamengo é muito grande para ser só 11 jogadores».