Jaime Faria subiu no ranking, atingiu máximo pessoal histórico, e perdeu um encontro
Jaime Faria subiu no ranking, atingiu máximo pessoal histórico, e perdeu um encontro

Jaime Faria sofre desaire no dia em que atinge melhor ranking de sempre

Jaime Faria subiu na hierarquia mundial, atingiu máximo pessoal histórico e foi eliminado num torneio ATP 250 em Lyon

Jaime Faria ficou mais distante de encerrar o ano de 2026 integrado no top 50 mundial e no estatuto de número um nacional, na sequência da eliminação na ronda inaugural do Grand Prix Auvergne-Rhone-Alpes, torneio ATP 250 disputado em Lyon, França.

O tenista português acabou derrotado pelo francês Felix Balshaw, 186.º da hierarquia ATP, pelos parciais de 6-2, 4-6 e 6-3. Ao longo do encontro, o lisboeta sentiu sempre dificuldades em responder ao serviço do adversário gaulês de 20 anos, que exibiu grande eficácia ao salvar oito dos nove pontos de break que teve pela frente. Com este triunfo, o jovem francês, filho de um antigo campeão do mundo de râguebi por Inglaterra, estreou-se a vencer em quadros principais do circuito e somou a primeira vitória da carreira sobre um jogador do top 100.

Para Jaime Faria, este desaire representou a primeira derrota de 2026 numa ronda de estreia em torneios do circuito principal fora do escalão ATP Masters 1000, interrompendo um registo imaculado de 9-0 em encontros da primeira fase entre eventos ATP 250, 500 e Grand Slams.

O resultado negativo surgiu precisamente no dia em que Faria alcançou a melhor classificação pessoal de sempre: o 56.º posto do ranking ATP. Na mais recente atualização da tabela federativa, decorrente da conclusão do Masters 1000 de Xangai, o português, de 23 anos, subiu quatro lugares - mesmo tendo caído na primeira eliminatória na China -, a apenas quatro posições da liderança nacional pertencente a Nuno Borges, que desceu para o 52.º posto, após ter atingido a segunda ronda no torneio asiático.

Com esta nova marca na carreira, Faria ascendeu a terceiro melhor tenista português de sempre na hierarquia de singulares, ultrapassando Gastão Elias (57.º em 2016) e o atual capitão da seleção portuguesa, Rui Machado (59.º em 2011). Na história da modalidade em Portugal, apenas dois compatriotas registaram melhores posições: Nuno Borges (30.º em 2024) e João Sousa, detentor do recorde absoluto com o 28.º lugar atingido em 2016.

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