«Já nem os árbitros sabem o que é falta e o que não é falta»
O final do West Ham-Arsenal foi de loucos. De um lado, uma equipa a querer ganhar para se aproximar da conquista da Premier League, do outro estava Nuno Espírito Santo e companhia a lutar para se manter. No final, os gunners ganharam, mas com polémica, dado que foi anulado um golo a Callum Wilson na compensação que daria o empate. Em causa está uma infração do ex-Gil Vicente Pablo a Raya num canto, algo que tem dado muita conversa em Inglaterra esta temporada, por lances parecidos.
NES não ficou satisfeito com a decisão da equipa de arbitragem e criticou. «A forma como o jogo terminou... é claro que estamos todos chateados. Não prestei atenção à repetição só para não ficar ainda mais chateado, mas há um árbitro, há o VAR, há circunstâncias no passado que seriam julgadas de forma diferente. Não vamos falar muito mais do que isso. Devido às últimas temporadas, isto tem vindo a acontecer e até os árbitros não sabem o que é falta e o que não é falta. Isso cria muita dúvida e especulação à volta disso», começou por dizer, após o apito final.
O técnico português elogiou, no entanto, a exibição da sua equipa e lamentou a não concretização das oportunidades de Mateus Fernandes e Callum Wilson antes do golo sofrido (de Trossard). «Vamos olhar para o jogo no seu conjunto. Antes disso, tivemos uma boa oportunidade. Fizemos um bom jogo, com caráter, convicção, a forma como jogámos e fomos em frente. No geral, uma boa exibição que, no final, não nos trouxe o resultado que queríamos, precisávamos e esperávamos. Perdemos o jogo, acabou», atirou, agradecendo a atmosfera no estádio.
«Tratava-se de ser pragmático, de como explorar as fraquezas com os nossos laterais e, com exceção do golo, não permitimos muito ao Arsenal. Enfrentámos uma equipa difícil, o estádio estava incrível – o barulho, a energia, por isso obrigado aos adeptos. É nossa responsabilidade recuperar, nos próximos dois jogos, e vamos lutar até ao último segundo», prometeu, sendo que os hammers têm pela frente o Newcastle e o Leeds, o próximo adversário do Tottenham, que ainda defronta o Chelsea e Everton.
«A permanência é possível? Estamos em cima disso. É nossa obrigação, nossa responsabilidade defender um grande clube como o West Ham. Se vou assistir ao jogo do Tottenham? Assistimos a todos os jogos — vamos ver o que acontece. É hora de descansar e nos prepararmos bem para o Newcastle. Tudo pode acontecer», concluiu.
«Frustração. Onde está a consistência?»
O capitão do West Ham, Jarrod Bowen, concordou com o treinador. «Se olharmos para o ecrã durante cinco minutos, vamos encontrar alguma coisa — muitos empurrões e muitas agarradelas. Tenho a certeza de que, se olharmos durante tempo suficiente, vamos encontrar alguma coisa. Se acho que foi a decisão certa? Não», atirou.
«Frustração. Onde está a consistência? Como adepto, não se quer celebrar um golo e depois esperar oito minutos para que nos tirem o golo. Os cantos são físicos. A Premier League é física. É por isso que toda a gente adora. É preciso esperar contacto nos cantos. Se se marcar isso, tem de se marcar todas as faltas de agarrar do mundo e não é assim que as pessoas querem que o jogo decorra», justificou, continuando.
«Não quero parecer amargo, mas na semana passada tivemos uma situação em que o Tomas Soucek foi agarrado em Brentford e não nos foi marcado penálti. Mas depois não se pode marcar um assim hoje. Vai ser difícil. Nunca dizemos nunca neste clube. Faltam-nos dois jogos. Fizemos muitas coisas boas hoje. Temos de ganhar», completou.