IPDJ abre processo sobre presença de Rui Caeiro por cooptação na direção da Liga
O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) instaurou um processo para avaliar a legalidade da presença de Rui Pereira Caeiro, dirigente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), depois de ter sido cooptado como vice-presidente federativo.
«O processo em causa encontra-se em fase de instrução, pelo que não nos é possível adiantar, desde já, informação adicional sobre o mesmo», esclareceu o IPDJ em resposta escrita enviada à agência Lusa. A polémica surge na sequência de dúvidas já levantadas sobre a conformidade da cooptação de Caeiro na própria FPF.
Em abril, o organismo público já tinha pedido esclarecimentos à federação relativamente à nomeação provisória do dirigente para vice-presidente, processo que acabou por ser arquivado. A nova direção da LPFP para a época 2025/26 tomou posse a 17 de julho, no Porto, com clubes como Sporting, Benfica, FC Porto, Vitória de Guimarães e Alverca, em representação da Liga, e ainda Feirense, Leixões e Marítimo, da Liga 2.
Liderada por Reinaldo Teixeira, a estrutura integra também Rui Caeiro, indicado pela FPF para ocupar um lugar na direção do regulador do futebol profissional. Porém, a sua legitimidade tem sido alvo de reservas: tal como A BOLA tinha avançado, os estatutos podem não permitir que um vice-presidente cooptado represente a FPF junto da Liga, colocando em causa a validade da sua presença nesse órgão. Caeiro, que assumiu o pelouro da arbitragem na FPF após a saída de Pedro Proença, já tinha desempenhado funções na LPFP como diretor executivo, além de ter sido vice-presidente do Sporting durante a presidência de Bruno de Carvalho (2013-2018). Ainda assim, a acumulação de cargos e a forma como foi integrado nos órgãos federativos têm levantado dúvidas jurídicas e estatutárias, que o IPDJ procura agora esclarecer de forma definitiva.