Mundial
Mundial
Imprensa neerlandesa arrasa Ronald Koeman após empate com o Japão
A estreia dos Países Baixos no Mundial ficou marcada por um empate a duas bolas diante do Japão e por uma forte onda de críticas ao selecionador Ronald Koeman. A imprensa neerlandesa apontou o dedo às opções táticas do técnico, sobretudo à estratégia adotada nos minutos finais, quando a equipa vencia por 2-1. O De Telegraaf foi particularmente incisivo ao afirmar que «as mudanças drásticas de Ronald Koeman são a perdição da seleção».
A principal contestação surgiu após a saída de Malen e Summerville, dois dos jogadores em melhor plano, e a entrada de Aké para reforçar a defesa. A alteração levou a seleção laranja a atuar com uma linha de cinco defesas, numa decisão considerada excessivamente conservadora. A imprensa local descreveu uma equipa dominada por «uma dose paralisante de stress mundialista», que se concentrou em defender a vantagem em vez de procurar controlar o jogo.
Entre os críticos destacou-se o jornalista Valentijn Driessen, que responsabilizou Koeman, Van Dijk e De Jong pelo resultado. «Como se focaram em defender a vantagem em vez de tomar a iniciativa para vergar definitivamente os japoneses, as coisas acabaram mal», escreveu, alertando ainda que a seleção terá de melhorar rapidamente se quiser evitar uma participação curta na competição.
Confrontado com as críticas, Koeman defendeu as suas escolhas, explicando: «se jogamos ainda mais ao ataque, abrem-se muito mais oportunidades», afirmou o treinador. Cody Gakpo também saiu em defesa do treinador, afirmando: «É fácil dizer isso em retrospectiva. Naquele momento, pode ter sido a decisão certa. No fim das contas, não foi por isso que não vencemos, porque sofremos um gol de bola parada. É uma pena.»