Hugo Oliveira espera muitas dificuldades na visita a Braga - Foto: IMAGO
Hugo Oliveira espera muitas dificuldades na visita a Braga - Foto: IMAGO

Hugo Oliveira: «Vamos encontrar o melhor SC Braga»

Treinador do Famalicão destaca trajeto europeu dos bracarenses, não faz projeções sobre o futuro e mantém a dúvida quanto à recuperação de Gustavo Sá

Hugo Oliveira encara com otimismo o duelo com o SC Braga. Após dois empates consecutivos (FC Porto e Moreirense), o Famalicão terá agora mais um duro teste pela frente, diante de um motivado SC Braga, carregado de motivação após a ressaca europeia reforçada com uma época vitória em Sevilha diante do Betis.

«É importante dar os parabéns ao SC Braga. Um feito importante e difícil, que tem de ser muito realçado em Portugal e pela Europa. Os parabéns são endereçados a todo o clube, que tem vindo a crescer de maneira inacreditável, ao seu presidente, ao staff e aos jogadores. O SC Braga é um grande, aspira a coisas grandes, já esteve uma vez na final e vai lutar para chegar lá novamente. Estará aquém do que queria na liga portuguesa, mas é um grande clube, uma grande equipa, tem um plantel com qualidade. Esperamos um jogo muito difícil, contra um adversário que tem uma forma de jogar muito específica, um treinador com qualidade. Mas nós somos nós, lutamos para ganhar sempre, é mais um belo desafio para nós», começou por dizer Hugo Oliveira, técnico de 46 anos, na antevisão ao dérbi com os minhotos:

«Vamos ter um estádio feliz e a puxar pela equipa da casa. Eu queria que o SC Braga ganhasse o jogo em Sevilha. Senti-me orgulhoso de num estádio muito difícil, completamente cheio, uma equipa portuguesa ter mostrado a qualidade do seu jogo e uma grande capacidade mental. Só uma equipa forte poderia dar a volta que deu.»

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+
Hugo Oliveira, treinador do Famalicão - Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+

Olhando para o plantel, Hugo Oliveira foi mais cauteloso quanto a uma possível recuperação de Gustavo Sá.

«Temos algumas dúvidas, temos de tomar decisões com consciência, temos muitas horas até ao jogo para tomar decisões», reforçou o treinador, lembrando a sua estreia no comando, curiosamente diante do SC Braga:

«Foi um momento muito especial. Foi o primeiro, emocionante, um jogo aberto que mostrou o que queríamos fazer. Tem sido uma aventura fantástica, tem sido prazeroso, temos crescido, criado mais vínculo com esta terra, com este staff. Posso já saber que é com pena e vejo que está a acabar. Gosto tanto de andar aqui, do dia-a-dia, de treinar, de jogar. Está a acabar, mas tem sido bonito e temos sido capazes de dar emoção aos nossos. Faço sempre a mim próprio a pergunta no fim dos jogos se deixamos orgulhosos os nossos. Se achar que sim, posso ir embora satisfeito», sublinhou. 

Em cima da mesa está a possibilidade do Famalicão bater o seu recorde de pontos no principal escalão. Um registo que é desvalorizado pelo técnico.«O horizonte é o que nos interessa. Somos muito ambiciosos. Agora é Braga, são mais três pontos. No final, a tabela vai ser justa e vamos ter a pontuação que merecemos. O Famalicão não pode aspirar as coisas grandes hoje e andar longe depois. Tem que aspirar a coisas grandes de forma contínua, isso é que são os clubes top, top. Queremos ser os top, top, que estão sempre lá a lutar», finalizou.