Kai Havertz bisou e igualou Balogun no topo da lista de melhores marcadores no Mundial 2026
Kai Havertz bisou e igualou Balogun no topo da lista de melhores marcadores no Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Houve Curaçau, mas não o suficiente para evitar goleada histórica (crónica)

Alemanha entrou com tudo, sofreu um pequeno susto, mas foi apenas uma questão de tempo até garantir tranquilamente a vitória. Vale o primeiro golo de sempre dos curaçauenses em Campeonatos do Mundo, um pequeno susto para os alemães

Fez-se história em Houston... para ambos os lados. A estreia de Curaçau em Campeonatos do Mundo teve um momento alto – o primeiro golo de sempre em fases finais –, mas a verdade é que o que se esperava desta partida aconteceu: uma goleada (7-1) da Alemanha na ronda inaugural do Mundial 2026.

Num autêntico confronto de David contra Golias, tal como foi mencionado por ambos os selecionadores na conferência – um o mais velho de sempre num Mundial (Advocaat, 78 anos) e o outro o mais novo entre os 48 treinadores presentes no torneio (Nagelsmann, 39 anos) -, o tetracampeão mundial não deu hipótese ao estreante absoluto, mas deixou-o sonhar brevemente, apesar de ter tido um início muito, muito forte.

Aliás, bastaram seis minutos para surgir o primeiro golo do jogo – o mais rápido até agora do Mundial 2026 –, com Nmecha a combinar com Wirtz e a atirar sem hipóteses para o guarda-redes. O problema é que, mesmo tendo muitas oportunidades para tal, não conseguiram chegar rapidamente ao 2-0 e, na primeira oportunidade do adversário, o empate chegou. Livano Comenencia fez história e Neuer não manteve a baliza a zeros no regresso à seleção, dois anos depois. Aos 40 anos, é o mais velho de sempre a representar os alemães numa grande competição.

A Alemanha, de facto, demorou a reagir, mas regressou aos balneários com dois golos de vantagem: aos 38 minutos, Schlotterbeck respondeu com sucesso de cabeça a um canto de Brown, após ameaçar de bola parada em várias ocasiões, e, a segundos do intervalo, Havertz converteu um penálti conquistado por Nmecha e cometido por Bazoer, ex-FC Porto.

Aquele momento aos 21 minutos não passou de um susto. A segunda parte não veio acalmar as coisas, bem pelo contrário. A Alemanha manteve o pé no acelerador até ao fim e se na primeira parte precisou de pouco mais de 5 minutos para marcar, no regresso ao relvado bastou um: Kimmich assistiu Musiala para o 4-1.

Estava, portanto, uma goleada à vista… a dúvida era por quantos golos. O quinto foi da autoria de Nathaniel Brown, um dos estreantes no Campeonato do Mundo, e provavelmente o melhor da noite, com um pontapé sem deixar a bola cair, após um flick de Undav. Esse 5-1 surgiu depois de um falhanço escandaloso de Sané, num um para um, e de um golo anulado ao Curaçau, de Bacuna, por claro fora de jogo.

A partir daí, Nagelsmann controlou o jogo e promoveu bastantes alterações, mas, mesmo assim, Curaçau não pode descansar um pouco e sofreu mais dois golos: Undav colocou o seu nome na lista de marcadores, com mais uma assistência de Kimmich, e depois ofereceu o bis a Havertz, que picou a bola para o 7-1.

Esta foi uma das maiores goleadas em Campeonatos do Mundo, a segunda maior da Alemanha (8-0 à Arábia Saudita em 2002) e uma repetição do famoso resultado na meia-final do Mundial 2014 diante do Brasil, torneio que viriam a conquistar. Curaçau mostrou coração, especialmente na primeira parte, mas a diferença entre ambas as equipas era demasiado grande para conseguir nada menos do que uma humilhação.

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