Reijnders a defrontar Hjulmand num particular entre Man. City e Atlético Madrid - Foto: IMAGO

Hjulmand não era a única opção: «Atlético Madrid desistiu»

Pai de Reijnders, atleta que vai ganhar €100 M ao longo de 5 anos, explicou a transferência para a Arábia Saudita: «Man. City pedia um valor que ninguém na Europa podia pagar»

A transferência de Tijani Reijnders para o Al Qadisiah, na Arábia Saudita, foi justificada pelo seu pai, Martin Reijnders, que revelou ao jornal neerlandês Algemeen Dagblad que, apesar do interesse de vários clubes, a mudança se tornou praticamente a única opção viável.

O Manchester City exigia cerca de 60 milhões de euros pelo passe do jogador, um valor que afastou pretendentes europeus como o Atlético Madrid, Juventus, Galatasaray, Newcastle e Nottingham Forest. No final, o Al Qadisiah foi o único clube disposto a cumprir as exigências financeiras dos ingleses.

«Compreendemos que isto levante questões. Mas o Tijjani não podia simplesmente ir para qualquer lado», afirmou o pai do jogador. «O Manchester City pediu um valor de transferência que ninguém na Europa podia ou queria pagar. Como resultado, ele está a jogar aqui», atirou.

Martin Reijnders esclareceu que a decisão não foi puramente financeira. O dinheiro tornou-se um fator decisivo apenas quando as opções se resumiram a duas: continuar no Manchester City, infeliz numa nova função a número 10 e com risco de passar mais tempo no banco, ou ser titular indiscutível no Al Qadisiah, numa posição que lhe agrada.

A mudança para o Médio Oriente não era, de todo, o plano inicial. «Nas duas primeiras vezes, dissemos imediatamente 'não' ao Al Qadisiah. O Tijjani não tinha na cabeça ir para o Médio Oriente», contou. «Ainda tínhamos esperança no Atlético, mas eles desistiram em definitivo e o Al Qadisiah voltou à carga. Fizeram uma apresentação por videochamada e, depois disso, fomos lá ver. Eles querem tornar-se o maior e melhor clube da Ásia», explicou, sendo que os colchoneros viraram-se para Morten Hjulmand, ex-capitão do Sporting, por 40 milhões de euros e não 60.

Apesar de reconhecerem que o nível competitivo é inferior ao da Premier League, pai e filho consideram que a liga saudita já não é uma «liga de Mickey Mouse». Sobre a vertente financeira, Martin Reijnders foi pragmático: «É uma quantia gigantesca de dinheiro, verdadeiramente inacreditável [100 milhões em 5 anos]. Claro que isso tem um peso, não precisamos de ser hipócritas em relação a isso...»

Quanto à seleção dos Países Baixos, Reijnders não teme ficar fora das opções, ao contrário do que aconteceria com Ronald Koeman, e não houve qualquer contacto com a Federação. «Não, apenas sabemos qual era o cenário no último Mundial: a seguir à Premier League, a liga saudita foi a que cedeu mais jogadores para o Campeonato do Mundo. Em seleções como França, México, Marrocos e Senegal, eles também foram titulares», explicou o pai, embora o futuro com Xavi como selecionador seja uma incógnita.

Entretanto, Tijjani Reijnders já começou a deixar a sua marca no novo clube, tendo apontado o seu primeiro golo na passada segunda-feira, no jogo do campeonato contra o Neom SC.

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