Hino do Benfica na última despedida de António Lobo Antunes
O hino do Benfica ecoou este sábado na despedida a António Lobo Antunes, num momento simbólico que marcou o final da cerimónia fúnebre realizada na Igreja de Santa Maria de Belém, em Lisboa.
O escritor, que morreu na quinta-feira aos 83 anos, era conhecido pela ligação afetiva ao clube da Luz desde a infância. Quando o caixão foi transportado para fora da igreja, após a missa de corpo presente, ouviu-se o hino benfiquista, cumprindo-se um pedido expresso de Lobo Antunes.
Antes desse momento, a cerimónia incluiu também a leitura do soneto Na Mão de Deus, de Antero de Quental, um dos poetas mais admirados por Lobo Antunes. A escolha do poema tinha sido pedida pelo próprio escritor e marcou o encerramento da despedida.
O silêncio do Mosteiro dos Jerónimos deu lugar à emoção no adeus a António Lobo Antunes. À saída da urna, foi o hino do seu eterno Benfica que ecoou, numa última homenagem ao escritor que nunca escondeu a fervorosa paixão pelo clube da Luz.#loboantunes #escritor #cultura… pic.twitter.com/yMVAklnZQ3
— SIC Notícias (@SICNoticias) March 7, 2026
No final da missa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou o escritor como «um símbolo mais» da identidade de um Portugal aberto, fraterno e universal.