Handel: «Adeptos do Vitória não querem saber se há dificuldades financeiras…»
Depois de mais de 15 anos de D. Afonso Henriques ao peito, Tomás Handel voltou a falar do seu Vitória de Guimarães no podcast Sem Filtros, da Liga. O craque - que chegou a fazer três jogos pelos minhotos antes de sair para o Estrela Vermelha no início da temporada - confessou ter ficado «um bocadinho triste» por não ter feito parte da conquista da Taça da Liga, mas confia que «de certa forma», também contribuiu.
O polvo, como era chamado na cidade-berço, falou da pressão positiva dos adeptos sobre a equipa: «Não querem saber se há dificuldades financeiras. No Vitória, somos habituados a essa exigência desde cedo. Temos de ganhar todos os jogos, seja contra o Benfica, Porto ou Sporting.»
«Acho que o aspeto mais importante de um jogador do Vitória, é a mentalidade que tem que ter. Tem de ser corajoso. Porque há muitos momentos, principalmente em casa, quando as coisas não estão a correr bem — e é normal — em que nós sentimos aquele burburinho das bancadas ou um assobio… É nesse momento que não te podes esconder. Se tu assumires o jogo e tiveres personalidade, vais crescer muito, acrescentou.
Ainda assim, Handel descreveu os aficionados vitorianos como «os melhores de Portugal», que vivem o «clube como ninguém» e prometeu voltar: «Tenho muitas saudades dos adeptos, muitas saudades de jogar no nosso estádio. Se a vida for boa para mim, um dia voltarei.»
O médio enalteceu também a forma como o clube tem valorizado os meninos da cantera, ao longo dos anos: «A forma como o Vitória trabalha é exemplar. Eu sei que nem sempre acompanha o desejo de ganhar todos os jogos, porque isso é muito difícil, mas fazem o melhor possível. É de assinalar o crescimento de tantos jovens que foram lançados este ano — Diogo Sousa, Noah Saviolo, Miguel Nogueira... Acho que já não acontecia o Vitória ter três jogadores na seleção sub-21 há algum tempo.»