Avançado orgulhoso do percurso da seleção no Mundial 2026. Imagens: cortesia FIFA

Haaland: «Estou a ficar um bocado farto, é tempo de ir de férias...»

Avançado da Noruega mostrou-se «orgulhoso» por chegar aos quartos de final do Mundial 2026, por colocar o país no mapa, afirmando que foram as «melhores semanas» da sua vida

Apesar da eliminação da Noruega nos quartos de final do Mundial 2026, Erling Haaland mostrou-se orgulhoso do percurso da sua seleção, descrevendo o último mês como a maior aventura da sua vida. A derrota por 1-2 frente à Inglaterra, em Miami, e uma lesão na perna que o forçou a sair durante o prolongamento não abalaram o sentimento de dever cumprido do avançado.

Cerca de uma hora após o apito final no Estádio Hard Rock, Haaland surgiu na zona mista com um ar cansado, mas rapidamente recuperou o sorriso. Em contraste com as reações desoladas de outras estrelas em momentos de eliminação, o norueguês encarou a situação com positividade. Questionado sobre o que sentia após um torneio em que marcou sete golos e elevou o seu estatuto de estrela europeia a ícone global, Haaland não escondeu a satisfação.

«Bastante bom, diria eu», afirmou, sorridente. «Estou bastante feliz com a minha vida. Estou a desfrutar. Estou num bom momento. E... quer dizer, é um pouco difícil assimilar esta... montanha-russa em que estivemos nas últimas seis semanas. Houve tanta pressão, tantos sentimentos. Foi... irreal, honestamente», atirou. O avançado considerou a experiência como transformadora, tanto para si como para o país. «Foram as melhores semanas e a melhor jornada que tive em toda a minha vida», confessou. «Espero que tenha unido as pessoas. Devemos estar orgulhosos... mas, ao mesmo tempo, aprender com isto», acrescentou.

A campanha de Haaland no primeiro Mundial da Noruega neste século foi memorável. Bisou na estreia contra o Iraque e repetiu a dose na vitória por 3-2 sobre o Senegal. Marcou ainda o golo decisivo contra a Costa do Marfim nos 16 avos de final e, no ponto alto da campanha, assinou os dois golos que eliminaram o Brasil e garantiram a primeira presença de sempre da Noruega nos quartos de final de um Campeonato do Mundo.

Para além do desempenho em campo, Haaland aproveitou a experiência ao máximo. Foi visto a fazer turismo em Nova Iorque com a sua companheira, Isabel Haugseng Johansen, a visitar Times Square, a divertir-se num parque de diversões no Texas e a participar ativamente nas celebrações inspiradas nos vikings com os adeptos noruegueses.

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No final, Haaland mostrou-se orgulhoso do percurso da sua seleção. «As exibições são uma coisa. Vencer o Brasil é outra. Mas acho que a forma como colocámos a Noruega no mapa é talvez o que mais me toca», afirmou, acrescentando: «Espero que agora possamos estabelecer algo no que toca a Campeonatos da Europa, Mundiais e tudo o mais, porque a nossa geração é fantástica!»

O avançado do Manchester City também comentou a arbitragem, sugerindo com humor que as decisões tendem a favorecer as equipas maiores. «Quando estou no Manchester City, normalmente as coisas correm a meu favor», brincou. «No final, estou apenas orgulhoso. Tenho estado muito orgulhoso todos os dias desde que nos qualificámos, desde que estamos nos EUA, e... sim. Não sei bem o que mais dizer porque acho que já falei muito aqui nos EUA e estou a ficar um bocado farto. Por isso, agora é tempo de ir de férias», concluiu.

Ao intervalo do prolongamento, a participação de Haaland no Mundial chegou ao fim. O avançado saiu do campo a coxear, com queixas na coxa. «Não foi uma decisão difícil tirar o Erling», afirmou o selecionador Stale Solbakken. «Ele estava esgotado. Talvez devesse tê-lo tirado 10 minutos antes. Ele usou toda a sua energia e força, jogo após jogo. Também sofreu uma pancada na perna na segunda parte, isso somado à fadiga. Mas ele fez tudo o que pôde. Marcou sete golos em cinco jogos por nós. Fez um Mundial fantástico», apontou.

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