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Golo muito polémico no Noruega-Inglaterra trouxe à baila... o Portugal-Croácia
A polémica instalou-se nos quartos de final do Mundial 2026, depois de a seleção norueguesa reclamar que a bola terá embatido num dos cabos da spider-cam imediatamente antes do lance que terminou com o empate inglês, apontado por Jude Bellingham.
O sensor eletrónico que, há uma semana, detetou um ligeiro toque no cabelo de um jogador croata e anulou um golo frente a Portugal, voltou a estar no centro das atenções. Desta vez, porém, o gráfico da FIFA não encontrou qualquer contacto da bola com o cabo, apesar das fortes queixas nórdicas.
Before England’s goal in minute 45+2 against Norway, the sensor in the Connected Ball showed no peak in the 'heartbeat of the ball' when in the air, and therefore no evidence that the ball touched the overhead wire and changed the movement of the ball. pic.twitter.com/gYf9ukfveT
— FIFA Media (@fifamedia) July 11, 2026
As imagens televisivas levantaram dúvidas sobre um eventual toque da bola num dos cabos suspensos sobre o relvado, situação que, a confirmar-se, obrigaria o árbitro Clément Turpin a interromper o jogo e a recomeçá-lo com bola ao solo.
Contudo, a FIFA esclareceu rapidamente o lance, recorrendo aos dados do sensor eletrónico instalado na bola. Segundo o organismo, «o sensor da Connected Ball não registou qualquer pico na 'atividade' da bola enquanto esta estava no ar, não existindo qualquer evidência de que tenha tocado no cabo suspenso ou alterado a sua trajetória».
New Side Angle of England First Goal || Clearly touches the cable… 🇳🇴 pic.twitter.com/oqVnEYpJQz
— HallalPlaysOnly (@excellsheet) July 12, 2026
O software da BBC (que converte o jogo em uma versão 3D) no lance que originou o gol da Inglaterra pegou um “desvio” na trajetória da bola.
— DataFut (@DataFutebol) July 12, 2026
A FIFA mais cedo publicou um vídeo mostrando que a tecnologia do sensor na bola não identificou o toque.
Via @MiikaArponen…
Apesar da explicação tecnológica, o selecionador da Noruega, Stale Solbakken, manteve as críticas. «O árbitro disse-me que não viu o lance e que não recebeu qualquer informação de que isso tivesse acontecido. Mas toda a gente viu. A bola caiu a pique mesmo em frente ao nosso banco. Foi muito estranho.»
«Posso estar aqui a chorar, mas não quero fazer isso. Os jogadores foram fenomenais durante todo o torneio. Foi azar para nós, faz parte do futebol. Não vamos repetir o jogo, por isso temos de aceitar.»
Do lado inglês, Thomas Tuchel admitiu ter ouvido falar da polémica, mas mostrou total confiança na tecnologia utilizada pela FIFA. «Ouvi falar disso, mas a bola tem um chip. Consegue dizer se até um cabelo lhe toca, como aconteceu no jogo entre Croácia e Portugal.»
A tecnologia voltou a ser decisiva. Apesar das reclamações norueguesas, a FIFA garantiu que a bola nunca tocou no cabo da spider-cam, validando assim o lance que abriu caminho à reviravolta inglesa.
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