Aryna Sabalenka diz que se boicote for única solução pode acontecer. IMAGO
Aryna Sabalenka diz que se boicote for única solução pode acontecer. IMAGO

Guerra aberta: Sabalenka ameaça boicote aos Grand Slams por causa dos prémios

A ameaça estava feita depois de um comunicado assinada por 20 tenistas, entre os quais Sinner, Alcaraz e Djokovic e hoje a n.º 1 do Mundo verbalizou sem papas na língua o descontentamento com o prize money dos Majors. Roland Garros debaixo de fogo oferece 2.8 milhões de euros ao vencedor

A número um mundial, Aryna Sabalenka, admitiu a possibilidade de um boicote aos torneios do Grand Slam como forma de luta por melhores condições financeiras para os tenistas. A indignação da bielorrussa foi expressa esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa à margem do WTA 1000 de Roma.

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«A dada altura, teremos de boicotar se for a única solução para defender os nossos direitos», afirmou Sabalenka, sublinhando o papel central dos atletas. «Nós damos o espetáculo. Sem nós, não haveria torneios, nem entretenimento. Penso que merecemos ser mais bem pagos.»

A polémica surge na sequência de uma carta, divulgada na segunda-feira por um coletivo de jogadores, que manifestava a sua «profunda deceção» com o aumento da dotação financeira prevista para Roland-Garros. Apesar de o prémio total para a edição de 2026 subir de 56,4 para 61,7 milhões de euros, os atletas lamentam que «a percentagem dos ganhos atribuída aos jogadores e jogadoras permaneça provavelmente abaixo dos 15%, muito longe dos 22% exigidos».

Este coletivo de tenistas, que inclui nomes como Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Coco Gauff e a própria Iga Swiatek, já tinha apresentado as suas reivindicações aos organizadores em abril de 2025. Além de uma maior fatia das receitas, os jogadores dos circuitos ATP e WTA pedem a criação de um fundo de previdência para financiar reformas, cuidados de saúde e licenças de maternidade, bem como um maior envolvimento nas decisões que os afetam.

No entanto, nem todos partilham da mesma abordagem radical. Iga Swiatek, a número três mundial, adotou uma postura mais moderada antes da sua estreia em Roma. A tenista polaca considera que a solução passa por mais diálogo e negociação com os organizadores dos torneios. «O boicote aos torneios seria, ainda assim, uma solução um pouco extrema», defendeu.

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