Pep Guardiola saiu do Manchester City ao fim de dez temporadas
Pep Guardiola saiu do Manchester City ao fim de dez temporadas

Guardiola pede salário estratosférico e afasta-se da Federação italiana

Ex-treinador do Manchester City exige 20 milhões de euros por ano, avança a Imprensa transalpina

A contratação de Pep Guardiola para o cargo de selecionador de Itália parece cada vez mais distante, com o técnico espanhol a exigir um salário anual de 20 milhões de euros, o dobro do que a federação italiana está disposta a oferecer, escreve esta quinta-feira La Gazzetta dello Sport. Este impasse reabre a corrida ao cargo, colocando nomes como Antonio Conte, Andrea Pirlo e Roberto Mancini novamente na equação.

Apesar do orçamento limitado da federação, o presidente Giovanni Malagò considera Guardiola a prioridade máxima, admitindo que por ele «podem abrir-se exceções» no que toca a salários. No entanto, a diferença entre a oferta de 10 milhões de euros e a pretensão do treinador é substancial.

Os enviados especiais a Barcelona para tentar convencer o técnico, Maldini e Leonardo, regressaram a Itália com pouco otimismo. A proposta apresentada a Guardiola não se limitava ao cargo de selecionador, mas incluía um projeto abrangente para revolucionar o futebol italiano desde as camadas jovens, com o espanhol no centro de tudo. Embora a ideia tenha agradado ao ex-treinador de Barcelona, Bayern e Manchester City, o nível de empenho exigido preocupa-o.

Guardiola, conhecido pela total dedicação aos projetos que abraça, prometeu à família fazer uma pausa na carreira, algo que não acontece desde que deixou os bávaros. A decisão de aceitar o convite para assumir o comando da seleção italiana, que tem compromissos na Liga das Nações já em setembro, dependerá em grande parte do apoio familiar.

Enquanto aguarda uma resposta de Guardiola, Malagò não tem pressa em anunciar o novo selecionador. Questionado sobre se o nome seria revelado na Assembleia da Serie A, o presidente foi claro: «Não me parece.» A paciência demonstra a importância que a federação atribui à contratação do técnico espanhol.

Caso Guardiola recuse oficialmente o convite, o cenário muda por completo. A hierarquia de preferências, que parecia colocar Andrea Pirlo à frente de Roberto Mancini e Antonio Conte, seria anulada, e todos os candidatos voltariam à estaca zero. A nomeação de Pirlo, visto por Maldini como ideal para um projeto de reestruturação a longo prazo, foi recebida com alguma frieza.

Por sua vez, Antonio Conte goza de forte apoio por parte da maioria dos clubes da Serie A e é visto como o técnico que oferece maiores garantias de sucesso imediato. Já Roberto Mancini, que recentemente jogou ao lado de Malagò num torneio amador, afirmou não ter tido «nenhum contacto», acrescentando que o cargo «agrada a muitos».

Apesar da forte ligação pessoal com Mancini, os comentários de Malagò sobre o técnico não parecem indicar uma preferência clara. Por agora, todas as atenções continuam centradas em Pep Guardiola, com a federação disposta a esperar pela sua decisão final antes de explorar outras alternativas.

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