Grande Prémio Anicolor promete luta de titãs no Caramulo
O Grande Prémio Anicolor arranca esta sexta-feira de Porto de Mós para três etapas em linha num total de 517,8 quilómetros, com passagem por municípios do centro do país, e a última a terminar em Águeda, como é tradição nesta prova, que celebra a 10.ª edição com a promoção à categoria 2.1 da União Ciclista Internacional (UCI), equivalente, por exemplo, à da Volta a Portugal.
A subida de escalão foi estímulo à competitividade pela participação de duas equipas ProTeam espanholas, a Caja Rural - Seguros RGA, de Iúri Leitão, e a Euskatel-Euskadi, que engrossam o pelotão que inclui ainda nove formações Continentais portuguesas, a colombiana Nu Colombia, e outras cinco da China, Kosovo, Quirguistão, Roménia e Estados Unidos, num total de 17. A corrida terá transmissão em direto pela A Bola TV.
A primeira etapa, esta sexta-feira, tem partida de Porto de Mós (12h30) e chegada em Oliveira do Bairro (17h13), num percurso de 177,8 quilómetros, o mais extenso da prova, e com perfil do relevo bastante acidentado, incluindo quatro contagens de montanha, que poderá proporcionar logo a primeira seleção na classificação geral.
No segundo dia, sábado, o pelotão percorre 169,9 quilómetros, com início em Oiã, junto à sede da empresa Anicolor (12h50), e meta na Costa Nova (17h02), sendo a jornada mais plana, adequada a um final ao sprint em pelotão compacto e vitória discutida pelos velocistas.
A terceira e última etapa é considerada a rainha, com a transposição da Serra do Caramulo, num total de seis contagens de montanha (duas de terceira categoria, duas de segunda e duas de primeira categoria) nos 170,1 quilómetros entre Mortágua (12h30) e Águeda (17h08), onde será consagrado o sucessor de Alexis Guérin, vencedor da edição de 2025.
O francês da Anicolor-Campicarn estará certamente entre os principais candidatos ao triunfo na geral, se confirmar o bom momento de forma demonstrando com o terceiro lugar no recente Grande Prémio O Jogo, conquistado pelo companheiro de equipa Artem Nych, que lidera a equipa de Águeda. O russo, vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal, e esta temporada com outros resultados relevantes na Volta ao Algarve e principalmente no Gran Camiño, onde fechou o top-10, será o homem a bater.
No entanto, prevê-se que os líderes da Anicolor enfrentem forte oposição de adversários como Tiago Antunes, da Efapel, segundo no GP O Jogo e vencedor da Volta ao Alentejo, Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), o espanhol Joan Bou (Caja Rural) ou o veterano colombiano consagrado, Sergio Henao, de 38 anos, da equipa Nu Colombia, cujo currículo invejável tem a vitória na Paris-Nice em 2017 como ponto mais alto, e a passagem por equipas do WorldTour como a Team Sky (2012-18) e a UAE Emirates (2019-21).
A presença de Iúri Leitão (Caja Rural), campeão olímpico de pista em Paris-2024, enriquece ainda o lote de velocistas candidatos à vitória na segunda etapa.