Pogacar tomou o gosto ao sprint na Volta à Romandia
Tadej Pogacar voltou a demonstrar superioridade na Volta à Romandia, vencendo esta sexta-feira a segunda etapa de uma forma que certamente poucos anteciparam. Depois de controlar a corrida na subida final do percurso, o esloveno, líder da prova, ainda teve forças para se impor num sprint de um grupo reduzido em Vucherens, garantindo a segunda vitória consecutiva de forma categórica.
O ciclista da equipa UAE Emirates bateu o principal candidato à vitória na jornada, o francês Dorian Godon, vencedor do prólogo da volta suíça e que esta temporada se tem destacado nas chegadas em pelotão já selecionado, como foram as vitórias que conquistou em duas etapas na Volta à Catalunha e numa da Paris-Nice.
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— Tour de Romandie (@TourDeRomandie) April 30, 2026
A etapa foi inicialmente marcada por uma fuga de quatro ciclistas: Jakob Soderqvist, Filippo Conca, Henri-Francois Renard-Haquin e Roland Thalmann. O quarteto raramente conseguiu uma vantagem superior a dois minutos, devido à perseguição que lhe foi movida pela equipa Ineos Grenadiers, a apontar à vitória de Dorian Godon.
O avanço dos fugitivos, que já era inferior a um minuto na última volta ao circuito em que decorreu esta etapa (à imagem do que sucedeu na primeira), desapareceu na aproximação à subida final, altura em que o ritmo da corrida aumentou drasticamente.
Com a neutralização da fuga, a corrida animou na derradeira ascensão, de baixa percentagem de inclinação. Vários ciclistas, incluindo Jefferson Cepeda (Movistar), tentaram a sua sorte com ataques, mas Tadej Pogacar assumiu o controlo da situação. O esloveno colocou-se na frente do grupo e respondeu a cada aceleração.
Transposta a subida, Com todos os ataques anulados, a decisão da etapa ficou reservada para os três quilómetros finais, com um grupo de cerca de 30 ciclistas a fazer-se ao sprint. Dorian Godon tentou antecipar-se, talvez confiante de que seria o mais forte, mas foi Pogacar a executar a manobra perfeita, impondo-se ao possante francês, que teve de satisfazer com o segundo lugar.
No final da corrida, o esloveno analisou a estratégia que colocou em prática no final da etapa, revelando que a chave foi o conhecimento do percurso e a gestão do posicionamento no sprint final: «Conhecíamos a última volta, fizemo-la três vezes. Sabia que o sprint ia ser duro com as subidas anteriores e o vento de frente. Havia também uma pequena descida. Sabia que não convinha estar muito na frente», explicou.
Pogacar admitiu um erro tático momentâneo, que acabou por jogar a favor. «Na última curva, estava demasiado adiantado. Depois, outros corredores apareceram e isso acabou por me beneficiar», confessou.
Apesar da vitória, o ciclista da UAE Emirates-XRG estava ciente de que seria difícil ganhar tempo na classificação geral. «Tinha consciência de que não conseguiria fazer diferenças nos tempos para a classificação geral, mas sabia que, com as pernas que tinha, era possível vencer. Claro que se formos até aos nossos limites, é difícil fazer um sprint, mas, no geral, esteve tudo sob controlo», concluiu.
O campeão do mundo reforçou, graças às bonificações, a liderança da classificação geral para 17 segundos sobre o alemão Florian Lipowitz (Red Bull), segundo da tabela, e para 26 s para o francês Lenny Martinez (Bahrain), terceiro.
Ivo Oliveira (UAE Emirates) foi 77.º na equipa, a 6.13 minutos de Tadej Pogacar e ocupa a 82.ª posição, a 23.39 minutos do companheiro de equipa.