Golo de Bruno Fernandes não chega para o Man. United vencer o Bournemouth
Sem golos na primeira parte e com emoção de sobra na segunda, o Bournemouth e o Manchester United empataram 2-2 na jornada 31 da Premier League.
A entrada em campo da equipa de Bruno Fernandes e Diogo Dalot, ambos titulares, foi superior à dos anfitriões. Diallo, Matheus Cunha e o médio português obrigaram Petrovic, guardião dos cherries, a intervir nos primeiros 20 minutos, sendo que o capitão dos red devils ainda teve nos pés outra boa ocasião nesse período, em remate que foi intercetado por Tavernier.
A solidez defensiva foi o grande destaque desta equipa do Bournemouth no primeiro tempo, um aspeto que pouco espanto causou se se tiver em conta que, nos últimos quatro jogos, a equipa havia sofrido apenas um golo. Rayan, que rematou para fora aos 5' e obrigou Lammens a defesa apertada aos 22', foi a figura mais perigosa antes do descanso e, mesmo após crescerem na segunda metade da primeira parte, os comandados de Iraola não conseguiram criar as ocasiões que o Man. United criou. Há, porém, a destacar o trabalho de resistência da linha mais recuada, que uma e outra vez intercetou os disparos dos visitantes, que preferiram o corredor direito para atacar.
Foi precisamente por esse lado que surgiu a grande ocasião da primeira parte, num lance falado em português. Aos 36', Diogo Dalot cruzou com precisão para o segundo poste, Bruno Fernandes finalizou de primeira e só não se gritou golo na bancada visitante porque Petrovic esticou a perna esquerda e evitou o 1-0. Ao intervalo a posse de bola era de 50% para cada lado, mas o terceiro classificado da Premier League havia rematado mais do dobro das vezes do adversário.
A primeira hora de jogo terminou sem golos, num jogo que mostrou estar a acumular pressão para depois... explodir. Matheus Cunha foi o protagonista da jogada que, aos 60 minutos, terminou com a decisão irrefletida de Jiménez de puxar o internacional brasileiro na área. Chamado a converter a grande penalidade, Bruno Fernandes não tremeu e abriu a contagem.
O oitavo golo do Portuguese Magnífico na Premier League foi sinónimo de felicidade durante seis minutos, porque, nessa fase, o duelo estava partido e pronto para ter emoção. Aos 67' o empate chegou, num passe de Ryan Christie para dentro da baliza de Lammens, num lance que começou com pedidos de penálti de Truffert sobre Diallo por parte dos visitantes, mas que, após análise do VAR, foi validado. Mas também essa igualdade durou pouco, porque aos 71', Bruno Fernandes voltou a ser decisivo, agora ao bater o canto que, após ainda desviar em Senesi, terminou com o toque de Hill para dentro da própria baliza. O português, que está na luta pelo recorde de assistências do campeonato inglês — está fixado em 20, alcançado por Thierry Henry, em 2002/03, e Kevin De Bruyne, em 2019/20 — fez mais um passe decisivo, mas este, por ter sido autogolo, não contou para esta estatística.
O Bournemouth, que, mesmo estando duas vezes em desvantagem, havia entrado melhor na segunda parte, continuou na luta por nova igualdade. Poucos minutos depois de Scott ter acertado com estrondo na trave, o avançado combinou com Evanilson. O ex-FC Porto entrou na área, Maguire desinteressou-se da bola, empurrou o adversário e, por parar um oponente isolado sem ter hipótese de disputar o lance, viu o cartão vermelho. Kroupi bateu o penálti e fez o 2-2.
A pressão final dos cherries não surtiu efeito, o Man. United aguentou com menos um até ao final e cada equipa levou um ponto da jornada 31. Os red devils, que voltaram a ter no capitão a figura decisiva, garantiram que, mesmo que o Aston Villa vença, continuarão no terceiro lugar da Premier League.